Artigos e Resumos do XIII

Conjunto de trabalhos apresentados sobre pesquisa em transportes

Rio de Transportes XIII Congresso
Artigos

A QUALIDADE DE SERVIÇO APLICADA NO ESTUDO DE ACESSOS TERRESTRES A AEROPORTOS

Ewerton Chaves Moreira Torres
COPPE/UFRJ

Com o propósito de aumentar o uso de transporte público, este artigo fornece através de uma revisão na bibliografia sobre as particularidades da viagem de acesso terrestre a aeroportos, caracterizando o usuário e a viagem, uma abordagem sobre a qualidade de serviço aplicada a transportes para saber quais atributos fundamentais nesse tipo de acesso. Além disso, o presente trabalho visa identificar quais são os atributos desse tipo viagem e quais desses atributos são mais importantes do ponto de vista do usuário, dada a situação que esse usuário acessa o aeroporto, relacionando esses atributos com os descritos na qualidade de serviço. O estudo também procura esclarecer como e em que situação a qualidade de serviço pode influenciar na escolha do transporte público como modo de acesso terrestre a aeroporto.

ASPECTOS, CONSIDERAÇÕES E ESTRATÉGIAS PARA A MOBILIDADE URBANA NO CAMPUS SAMAMBAIA (UFG)

Ana Stéfany da Silva Gonzaga; Maria Natália Paulino Araújo Alcântara; Érika Cristine Kneib
Universidade Federal de Goiás

A partir da problemática que envolve o crescimento desordenado das cidades, a prioridade do veículo individual em comparação aos demais modais e as dificuldades do desempenho de sistemas como o coletivo, cicloviário e de pedestres, bem como os reflexos negativos gerados na mobilidade e na qualidade de vida urbana, a pesquisa que resultou no presente artigo se apropria de uma área com características de centralidade como objeto de estudo para investigar relações entre centralidades e os meios de transporte urbano. Os estudos foram desenvolvidos sobre o Campus Samambaia, da Universidade Federal de Goiás, no município de Goiânia–GO. Diante da contextualização acerca da dinâmica do referido campus universitário e das características de centralidade identificadas nele, o presente trabalho se insere na busca por estratégias envolvidas com a mobilidade urbana através de sistemas de transporte adequados às demandas e tipos de deslocamento intra-campus. Através das investigações sobre o perfil do usuário e das condições de deslocamento destes no território do campus, foram elaboradas estratégias de mobilidade urbana que podem ser aplicadas também em outras localidades, o que pode, posteriormente, contribuir para formar uma rede de sistemas de transporte interligada no espaço urbano.

ESBOÇO DE MODELAGEM PARA PREVISÃO DA MOBILIDADE URBANA EM CIDADES MÉDIAS BRASILEIRAS: UM EXAME EXPLORATÓRIO

Wellington Nascimento Silva, Romulo Dante Orrico Filho, Ilton Leal Curty Junior e Cristiano de Souza Marins
PET/COPPE/UFRJ

O objetivo é esboçar a elaboração de modelos de previsão da mobilidade sustentável nas cidades brasileiras. O estudo emprega para modelagem técnicas de regressão múltipla, com uso de variáveis preditivas de natureza demográfica, de renda e de transportes. A elaboração de modelos de previsão seria importante para auxiliar na formulação de políticas públicas, contribuindo para fundamentar decisões embasadas por instrumento de caráter científico. O foco é estudar a mobilidade urbana nas cidades médias devido à importância destas na rede urbana. A amostra coletada foi de natureza não-probabilística e a ausência de dados foi solucionada com a coleta em mais de uma fonte, associando-se informações de órgãos especializados e estimação lógico-matemática. O modelo elaborado foi aplicado para variáveis da cidade Anápolis; e, embora seja incipiente, os resultados apontaram para o uso potencial da modelagem utilizando-se regressão múltipla como técnica para predição da mobilidade urbana sustentável nas cidades médias brasileiras.

ANÁLISE DA SUSTENTABILIDADE DA FROTA DOS CAMINHONEIROS AUTÔNOMOS

Luis André Anaia de Oliveira, Ilton Curty Leal Junior
UFF

Este artigo tem como objetivo uma análise dos atuais programas para a renovação da frota dos caminhoneiros autônomos através do programa de Renovação da Frota Procaminhoneiro e programas estaduais de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, todos voltados a estimular a aquisição de veículos novos e seminovos, além da exigência de que os veículos velhos sejam sucateados no caso dos programas estaduais. Com o objetivo de analisar se realmente estes programas atendem as necessidades de sustentabilidade, os programas brasileiros foram comparados com o bem sucedido programa mexicano chamado "Programa de Chaterrizacion", ou programa de sucateamento que tem como objetivo a sustentabilidade do setor rodoviário do México. O resultado obtido nesta análise apresenta como os programas brasileiros se comparam ao programa mexicano e como os aspectos básicos de sustentabilidade estão sendo considerados em cada programa.

GESTÃO DE DEMANDA: NOVAS TENDÊNCIAS E SUAS APLICAÇÕES EM CIDADES BRASILEIRAS

Swellen Mendonça Pessanha¹, Cynthia Vargas Cuchava Rocha¹ e Therezinha Maria da Silva Dias²
¹Instituto Militar de Engenharia e ²Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Historicamente, o sistema de transporte constitui-se num dos principais propulsores do crescimento econômico das cidades, sendo primordial para que as pessoas possam realizar suas atividades diárias, que estão distribuídas em pontos diferentes dela. Com o advento do conceito de mobilidade urbana passou-se a compreender que o transporte vai além da visão da quantidade de deslocamentos de pessoas ou produtos, ou seja, a mobilidade urbana abrange vários aspectos, como qualidade de vida, inclusão social, eficiência econômica e impactos ambientais. O principal objetivo da mobilidade é proporcionar ligações que permitam as pessoas planejarem sua vida pessoal e profissional, de forma qualitativa. Com base neste conceito de mobilidade, a gestão de demanda surge como uma forte ferramenta para auxiliar na implantação de projetos urbanos que busquem de forma sustentável atender as atuais necessidades dos habitantes dos centros urbanos. Desta forma, este estudo faz uma contextualização da gestão de demanda e apresenta as novas tendências e suas aplicações em cidades brasileiras.

O DESAFIO DA EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO NO ENSINO MÉDIO

Alberto Buss Pinto, Clara Natalia Steigleder Walter e Raquel da Fonseca Holz
Universidade Federal de Pelotas

O presente estudo apresenta uma análise das percepções construídas por alunos do Ensino Médio sobre trânsito.
Neste estudo, de caráter exploratório, foi aplicado um questionário com perguntas fechadas e abertas a alunos de
duas escolas, uma de ensino privado e outra de ensino público da cidade de Porto Alegre – Rio Grande do Sul.
Foi realizada uma análise com os resultados obtidos, a partir da qual se percebe por um lado, a dificuldade dos
jovens integrarem-se ao trânsito como pedestres. Por outro, que quanto mais vivenciam o trânsito, mais interesse
os jovens têm de aprender sobre este movimento. Ao final são feitas sugestões de temas a serem desenvolvidos
com os jovens objetivando questões como segurança na via, convívio social, trânsito e meio ambiente, regras
gerais de trânsito e os diferentes papéis no trânsito.

BRT TRANSOESTE: ANÁLISE DE INDICADORES ESPACIAIS VISANDO À MOBILIDADE E O DESENVOLVIMENTO URBANO SUSTENTÁVEIS

Iuri Barroso de Moura¹ e Marcello Leonardo Pimentel²
¹PUC-RIO e ²UFRJ

Este estudo apresenta uma avaliação do projeto BRT TransOeste, no município do Rio de Janeiro - RJ, sob a perspectiva da mobilidade e do desenvolvimento urbano sustentáveis. O BRT TransOeste consiste no primeiro sistema Bus Rapid Transit implantado no município e foi proposto inicialmente visando atender a compromisso, em termos de mobilidade urbana, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro com o Comitê Olímpico Internacional – COI para realização dos Jogos Olímpicos de 2016. Este sistema, que atravessa bairros das Áreas de Planejamento 4 (Barra da Tijuca) e 5 (Zona Oeste) da cidade, foi concebido para exercer a função de sistema estruturador de transporte de passageiros de sua área de influência. Com o auxílio de Sistema de Informações Geográficas - SIG, foram analisados indicadores associados à cobertura espacial do sistema, às condições de circulação no espaço urbano, ao uso e a ocupação do solo e ao ordenamento territorial em sua Área de Influência Direta. Os resultados obtidos a partir da análise destes indicadores espaciais foram avaliados através de seis princípios de desenho ou projeto para cidades sustentáveis desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa Móbile, da COPPE/UFRJ. Estes princípios evidenciam a necessidade de integração do planejamento de transporte e do uso do solo para promoção da mobilidade e do desenvolvimento urbano sustentáveis.

CONTRIBUIÇÃO METODOLÓGICA PARA ANÁLISE DOS BENEFÍCIOS NA SEGURANÇA DO TRÂNSITO DEVIDO A MODIFICAÇÕES VIÁRIAS

Daniel Monte Malveira¹, Daniel Lustosa Mendes de Sousa², Paulo Cezar Martins Ribeiro² e Alvaro Cesar de Sousa Leite³
¹Unifor, ²PET/COPPE/UFRJ e ³AMC – Autarquia Municipal de Transito de Fortaleza

Esta pesquisa tem o objetivo de contribuir com uma metodologia de análise dos impactos causados no tráfego por modificações viárias, servindo de auxilio para os tomadores de decisão. O interesse em analisar os impactos na circulação viária de uma determinada área onde se realizar modificações na infraestrutura, seja pela supressão ou acréscimo de acessos, é de suma importância. Sob a ótica da segurança viária, utilizando como principal auxilio a UPS, demonstrando-se assim, a viabilidade de implantação ou a constatação de que novas intervenções devam ser propostas, não prejudicando os usuários com soluções ineficientes.

DIFICULDADES NA FORMAÇÃO DE CONSÓRCIO OPERACIONAL NO TRANSPORTE SELETIVO DE PASSAGEIROS DE PORTO ALEGRE

Rogério Lago dos Santos¹, Letícia Dexheimer¹, Fernando Dutra Michel², Clara Natália Steigleder Walter¹ e Fernanda David Webber ¹
¹Universidade Federal de Pelotas e ²Universidade Federal do Rio Grande do Sul

O projeto de formação de consórcios operacionais no Sistema de Transporte de Passageiro por Lotação tem por objetivo racionalizar a operação, eliminar a concorrência, padronizar a qualidade dos serviços e com isso, proporcionar um atendimento de maior qualidade aos seus usuários. A implantação deste projeto encontra sua maior dificuldade na mudança de cultura e na resistência dos permissionários, que sempre tiveram total gerenciamento sobre sua frota e sua receita que, no novo modelo, passa a ser gerenciada pelo consórcio. Este estudo teve o objetivo de identificar essas dificuldades encontradas na modificação da estrutura das empresas na formação dos consórcios para a prestação do serviço no transporte seletivo de Porto Alegre. O método utilizado foi a aplicação de entrevistas com os atuais permissionários do sistema. Como conclusão identifica-se o medo do desconhecido, a perda do poder de decisão e gerenciamento da operação e, principalmente, a desconfiança quanto à receita compartilhada, como principais preocupações dos empresários do setor.

POLOS GERADORES DE VIAGENS DE NATUREZA TURÍSTICA E SEUS IMPACTOS

Maraísa Esch e Ronaldo Balassiano
PET/COPPE/UFRJ

Os PGVs de natureza turística constituem-se em equipamentos ou locais que estimulam fluxos de viagens relacionados ao que a atividade turística pode proporcionar a um visitante durante sua experiência vivencial no destino. Tais fluxos geram impactos que alcançam o cotidiano das atividades dentro do espaço urbano, especialmente com relação à circulação de veículos e pessoas em suas proximidades, o que reflete tanto na qualidade de vida do residente quanto na satisfação do turista. O presente artigo enfatiza a importância desses PGVs, abordando conceitos e elementos presentes em sua interface com o planejamento de transportes e o planejamento dos destinos turísticos. A análise de seus impactos gerais e peculiares é abordada através de dois conceitos essenciais para a existência da atividade turística: a mobilidade e a acessibilidade. Conclui-se que esse é um conhecimento em evolução, que deverá ser analisado sob outros aspectos em estudos futuros.

EFEITO DA VERIFICAÇÃO BIOMÉTRICA DOS BENEFICIÁRIOS DE GRATUIDADE – LESTE METROPOLITANO DO RIO DE JANEIRO

Hugo Roberto Lima Ramírez
PET/COPPE/UFRJ

A partir de 2013, as empresas de transporte rodoviário municipal do Leste Metropolitano do Rio de Janeiro implantaram um sistema de verificação biométrica através do cadastramento das digitais dos beneficiários de gratuidade. Este artigo busca entender as consequências na utilização do benefício – nota-se que 46,0% dos cartões foram cancelados, mas o número de viagens registradas diminuiu somente entre os portadores de necessidades especiais, em -22,4%. Isto reforça o principal motivo declarado por que as empresas começaram o processo - segurança contra fraude.

FATORES DE INFLUÊNCIA NO USO DA BICICLETA EM VIAGENS ÀS UNIVERSIDADES

Victor Hugo Gomes Albino e Licinio da Silva Portugal
PET/COPPE/UFRJ

O uso de modos de transporte não motorizados traz benefícios tanto para os usuários como para o ambiente urbano, ao mesmo passo que colaboram com uma mobilidade sustentável. As bicicletas, um dos modos de transporte ativo, são altamente idôneas para realizar viagens de curta e média distâncias. As universidades, essencialmente fonte de ideais inovadores, podem contribuir para potencializar ainda mais o uso dos transportes ativos, definindo políticas voltadas a aumentar o uso dos transportes não motorizados dentre os seus usuários. O artigo objetiva analisar os fatores que influenciam no uso da bicicleta como modo de transporte em viagens a universidades, por meio de revisão bibliográfica, compreendendo os incentivos e barreiras comumente constatadas pelos universitários. Foi percebido que os estudantes universitários conhecem os fatores positivos para o meio ambiente e os benefícios à saúde quando deixam de utilizar os meios de transportes motorizados e utilizam a bicicleta, e reconhecem que a falta de uma boa estrutura cicloviária e de políticas incentivadores para a prática do ciclismo contribuem diretamente para uma repulsão ao modo.

ANÁLISE COMPARATIVA DOS MÉTODOS DE ALOCAÇÃO PARA LOCALIZAÇÃO DE POSTOS DE DESPACHO DE AMBULÂNCIAS DE RESGATE

Thayse Ferrari e Carlos David Nassi
PET/COPPE/UFRJ

Os acidentes de trânsito têm se mostrado um problema de âmbito social e econômico, visto a quantidade de perdas que os mesmos inferem à economia nacional. Além da prevenção dos mesmos, uma forma de minimizar tais perdas inclui a redução do tempo de resgate dessas vítimas. Neste contexto vêm sendo aplicados os Problemas de Localização de Facilidades, de forma a indicar os pontos ideiais para a alocação de pontos de despacho de ambulâncias de resgate. Assim, o objetivo deste trabalho é fazer uma análise comparativa dos métodos utilizados para a resolução de problemas de localização de postos de despacho dessas ambulâncias. Para tanto foram feitas pesquisas bibliográficas e documentais, cujos dados foram tratados de forma qualitativa. Os métodos de solução foram agrupados em três classes, de acordo com as bases de trabalho dos mesmos.

LEVANTAMENTO DOS PAÍSES COM SITUÇÕES DE ACIDENTALIDADE DE MOTOCICLETAS SEMELHANTES AO BRASIL

Bruno Guida Gouveia; Paulo Cezar Martins Ribeiro
PET/COPPE/UFRJ

A capacidade das cidades de concentrarem serviços, equipamentos e utilidades necessários para a vida em sociedade faz com que atraiam grandes quantidades de moradores. Uma vantagem disso é a maior quantidade de vagas de emprego, unidades habitacionais, serviços de saúde, serviços de educação e equipamentos de lazer. Nesse sistema, o transporte é de fundamental importância, pois possibilita os deslocamentos de pessoas e de mercadorias pelo ambiente urbano. Atualmente, em grande parte das cidades brasileiras, devido às más condições do sistema de transporte coletivo e da mobilidade, os meios de transporte particulares individuais tendem a ser privilegiados pela população, principalmente as motocicletas, por possuírem maior agilidade e menores custos. Contudo, as vantagens de se ter um meio de transporte podem ser ofuscadas pelos impactos sociais, econômicos e ambientais que podem gerar. Este trabalho visa, através da comparação dos graus de urbanização, acidentalidade de motocicletas, frota de motocicletas e renda per capita, determinar um grupo de países com grande potencial de terem suas medidas de mitigação de acidentes com motocicletas adotados, direta ou indiretamente, no Brasil.

SEGURANÇA VIÁRIA: ESTUDO DE CASO DOS BRTS DO RIO DE JANEIRO

Cláudio Leite de Freitas¹, Diego Mateus da Silva², Eduardo Tavares da Silva¹, Eunice Horácio Teixeira¹, Luciana Costa Brizon¹, Luciana Santos Pires¹, Marcelo Mancini², Miguel Ângelo A. F. de Paula¹, Milena Santana Borges¹, Natália Kozlowski², Paula Leopol
¹ Fetranspor e ²RioÔnibus

A questão da segurança viária é um assunto importante que vem ganhando cada vez mais destaque no Brasil, principalmente nos últimos anos – por exemplo, com a promulgação da Emenda Constitucional Nº 82, de 16 de julho de 2014, que acrescentou ao artigo 144 (referente à segurança pública) o inciso 10, que trata especificamente desse tema.
Trata-se de um tema amplo que impacta, entre outros aspectos, a mobilidade urbana e a expectativa de vida das pessoas, incorrendo em custos econômicos elevados para a sociedade. A importância fica ainda mais evidente pelo lançamento da Década de Ação pelo Trânsito Seguro 2011-2020, pela OMS, em maio de 2011.
Os corredores BRT têm se mostrado experiências positivas nesse sentido, indo além dos próprios benefícios operacionais e de racionalização do transporte coletivo. Em Bogotá (Colômbia), por exemplo, estima-se em 88% a redução do número de mortes no trânsito com a implantação do sistema TransMilênio (Echeverry et al., 2005; Hidalgo e Yepes, 2005; Hidalgo et al., 2012), enquanto, em Istanbul (Turquia), essa redução foi da ordem de 64% (Yazici et al., 2013).
No Rio de Janeiro, a Prefeitura, juntamente com os operadores de ônibus, vem destinando investimentos significativos na implementação de corredores BRT, que inclui elementos importantes de segurança viária. Neste trabalho, são avaliados diversos aspectos relacionados à acidentalidade nesses corredores, de forma a identificar os principais tipos de acidentes e seus impactos, permitindo a adoção de medidas e ações que minimizem cada vez mais esses problemas.

REESTRUTURAÇÃO DO SISTEMA DE TRANSPORTE PÚBLICO: ESTUDO DE CASO DE NOVA FRIBURGO/RJ

Cláudio Leite de Freitas, Eduardo Tavares da Silva, Eunice Horácio Teixeira, Luciana Costa Brizon, Luciana Santos Pires, Miguel Ângelo A. F. de Paula, Milena Santana Borges, Richele Cabral Gonçalves

Fetranspor

O relevante crescimento das cidades de médio porte aliado a uma estrutura urbana defasada e mal planejada acarretou em uma perda significativa da qualidade do transporte coletivo urbano ocasionando notáveis consequências tanto para mobilidade urbana quanto para acessibilidade das pessoas. A fim de garantir uma melhoria desse cenário na cidade de Nova Friburgo / RJ, foram realizados estudos e análises, durante um ano e meio, pela equipe técnica da Diretoria de Mobilidade Urbana da Fetranspor (autores) em conjunto com os órgãos municipais e a empresa operadora. Estes tiveram o propósito de reestruturar o sistema de transporte público urbano do município assim como melhorar a acessibilidade dos usuários, tendo no final um programa de reestruturação urbana como resultado.

O PAPEL DE INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO PARA O DESENVOLVIMENTO DO CICLOTURISMO EM ÂMBITO INTERNACIONAL

Luiz Saldanha¹, Marcio Peixoto de Sequeira Santos¹, Carla Fraga²
¹PET/COPPE/UFRJ e ²UNIRIO

As políticas públicas de transporte e de turismo são de extrema importância para a orientação do planejamento envolvendo comunidades urbanas e rurais e a estruturação de atividades turísticas. O cicloturismo é um segmento do turismo diferenciado pois permite o uso de bicicleta com a visitação a múltiplos destinos, compreendendo diversos outros setores econômicos, e necessitando da infraestrutura de apoio local. Fatores estes, que podem implicar numa necessidade de planejamento e políticas públicas, visando o fomento ao cicloturismo de maneira organizada e sustentada. O presente estudo possui como objetivo a investigação e análise de instrumentos de planejamento que tratem sobre bicicleta e turismo em âmbito internacional, isto permitirá que novos estudos possam abordar o contexto desta atividade no cenário nacional frente aos desafios globais.

ANALISE COMPARATIVA ENTRE SIMULADORES DE FLUXO DE TRÁFEGO

Veridianne Soares Nazareth, Luiz Afonso Penha de Sousa, Paulo Cezar Martins Ribeiro
PET/COPPE/UFRJ

Os expressivos avanços da tecnologia da informação têm colaborado para o aumento do desenvolvimento de modelos de simulação de tráfego. Estes simuladores estão, cada vez mais, ampliando as áreas de aplicação que vão desde a modelagem dos componentes específicos do sistema de transporte a uma rede inteira, tendo diferentes tipos de cruzamentos e links, abordando em alguns casos, a modelos de demanda de viagens. Visando buscar subsídios para uma correta utilização destes modelos, este artigo apresenta uma avaliação e comparação entre os simuladores utilizados O trabalho analisa a influência de parâmetros como fluxo, regime de tráfego e calibração entre os simuladores.

ESTUDO DA REALIDADE SOCIOECONÔMICA DA INTEGRAÇÃO VLT E ÔNIBUS URBANO EM CUIABÁ-MT

Juliane Érika Cavalcante Bender e Luiz Miguel de Miranda
UFMT

Este trabalho tem como objetivo identificar o contingente de usuários do transporte individual que passariam a utilizar o transporte público integrado, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e ônibus urbanos no Polo Cuiabá-Várzea Grande, em um eixo viário radial com elevado volume de tráfego e intensa atividade de comércio. Além disso, foram determinadas as faixas de tarifa que os usuários consideram ideais para a rede integrada. A técnica utilizada consistiu na elaboração de um questionário fechado a uma amostra de domicílios comerciais ao longo da Avenida Carmindo de Campos, na cidade de Cuiabá. Os resultados apresentados apontam que existe uma demanda reprimida por transporte coletivo na referida avenida, e que a tarifa vigente no ano de 2014, R$ 2,80, é considerada como o preço máximo a ser pago pelo novo serviço.

A BICICLETA COMO MEIO DE TRANSPORTE INTEGRADO A TERMINAIS DE ÔNIBUS: O TERMINAL SÃO GABRIEL (BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS)

Baruc Geremias dos Santos Costa; Luiz Marcos Baptista Santos; Leandro Cardoso; Ryane Moreira Barros; Leise Kelli de Oliveira; Carlos Lobo; Felipe Merlo Coelho; Laura de Assis Pereira Almeida; Rayane Milagres Caus Alves; Edyr Laizo Neto; Tainá Pôssas Abreu
UFMG

O avanço das desigualdades socioespaciais nas últimas décadas tem intensificado a ocupação das áreas periféricas da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), promovendo um incremento da realização de movimentos pendulares que, apoiados também no aumento dos índices de motorização individual, contribuem para o comprometimento das condições de mobilidade urbana. Nesse contexto, o Governo de Minas Gerais vem investindo na construção e na modernização de terminais metropolitanos de integração em diversos municípios da RMBH, incluindo a Capital mineira, com o intuito de garantir maior acessibilidade e mobilidade aos cidadãos metropolitanos. Assim, este trabalho objetiva identificar o potencial de integração entre a bicicleta e o sistema ônibus no Terminal São Gabriel, situado na porção nordeste de Belo Horizonte. Para tanto, a fim de conhecer o perfil socioeconômico e comportamental dos potenciais usuários da integração ora mencionada, foram elaborados e aplicados questionários que, também apoiados no uso da Técnica de Preferência Declarada (TPD), identificaram os fatores mais influentes para a aceitação da integração bicicleta com ônibus, sendo eles relacionados à provisão de infraestrutura cicloviária na região de entorno do Terminal. Ademais, o estudo revelou a necessidade de investimentos na segurança e na conscientização da população acerca dos benefícios da bicicleta e, em última análise, da intermodalidade nos sistemas de transporte urbano.

GUIAS PARA ELABORAÇÃO DE PLANOS DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL: ANÁLISE COMPARATIVA DAS DIRETRIZES EUROPEIAS E BRASILEIRAS

Ígor Godeiro de Oliveira Maranhão¹, Rômulo Dante Orrico Filho¹ e Enilson Medeiros dos Santos²
¹PET/COPPE/UFRJ e ²Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Este artigo pode ser dividido em quatro partes. A primeira apresenta o cenário no qual as cidades brasileiras, sejam elas pequenas médias ou grandes, se encontram em relação à elaboração de planos de mobilidade urbana sustentável (PMUS). A segunda parte é destinada a uma breve revisão do conceito de PMUS, apresentando suas diferenças do planejamento tradicional de transportes. A terceira parte dedica-se à exposição das barreiras à elaboração desses planos em cidades europeias. A quarta, e última, apresenta e analisa os guias.
As conclusões foram que o documento brasileiro é similar ao europeu e ambos são efetivos na realização da atividade em que propõem. Foi também identificado a necessidade de mais estudos relacionados à determinação das barreiras à elaboração e implementação de políticas sustentáveis de mobilidade urbana nas cidades brasileiras.

AS REDES DE TP & DESENHO URBANO EM CIDADES BRASILEIRAS

Filipe Leonardo Cardoso de Souza; Rômulo Dante Orrico Filho
PET/COPPE/UFRJ

A frota de veículos nas maiores cidades do país cresceu bem mais que a estrutura viária nos últimos anos. De 2003 a 2012, enquanto a frota aumentou 92%, as vias cresceram apenas 16%. Esse descompasso pode explicar, por exemplo, os engarrafamentos nos grandes centros urbanos. A rede urbana de cada território vai expressar a realidade em sua complexidade, pois há crescimento constante de urbanização. Este trabalho caracteriza as redes urbanas de Transporte Público no Brasil, buscando o entendimento da dinâmica estrutural das redes brasileiras de transporte público coletivo em relação ao espaço urbano, compreendendo o relacionamento entre os mesmos, sob que critérios se caracterizam, forma, função, espaço e prioridades viárias. A abordagem metodológica envolvida no desenvolvimento do trabalho consiste basicamente em três etapas: caracterizar as cidades selecionadas, realizar comparativos estruturais e analisar a rede de transporte coletivo. Compreender a complexidade da rede de TP nos ajuda a entender a sociedade brasileira e o seu território. Portanto a rede de Transporte Público não deve apenas existir com o papel de corretor das deficiências da distribuição urbana, mas principalmente como fator de apropriação para o planejamento urbano da cidade, desenvolvendo o papel de agente transformador do espaço urbano.

AVALIAÇÃO DAS VELOCIDADE OPERACIONAIS NAS VIAS URBANAS

Camila Nunes dos Santos, Débora Carolina Dias da Silva, Leonardo de Sousa Ramalho, Rafaela Cristina Aparecida Ventura de Souza, Farney Aurélio Alcântara

CEFET MG

O presente artigo relata o estudo de caso do comportamento real dos usuários no trânsito, em especial nas vias urbanas, observado através da velocidade praticada por estes em cada tipo de via. Constatou-se que em vias locais, onde a fiscalização e sinalização são menores, os condutores dirigem em velocidade acima da máxima permitida e as menores ocorreram nas vias arteriais onde se espera as maiores velocidades. Estas conclusões foram obtidas por intermédio de medição de velocidades através de radar de mão em diversos pontos próximos ao Campus 1 do CEFET-MG na região oeste de Belo Horizonte.

UTILIZAÇÃO DE PAVIMENTOS DE CONCRETO DE CIMENTO PORTLAND EM RODOVIAS ESTADUAIS DE LIGAÇÃO DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE

Arthur Azevedo Kopit Moscovitch e Jisela Aparecida Santanna Greco
UFMG

Nas últimas décadas, o pavimento com revestimento asfáltico tem sido a principal técnica de pavimentação utilizada nas rodovias brasileiras. O asfalto ganhou tanta força na segunda metade do século passado que as demais técnicas de pavimentação praticamente desapareceram no país. Entretanto, na busca por pavimentos mais resistentes e rodovias mais duráveis, o concreto de cimento Portland voltou a ser utilizado como material de pavimentação. Com a perda da cultura do uso dos pavimentos rígidos instaurou-se a ideia de que tal técnica possui custo de execução muito elevado e que só seria viável sua utilização para grandes rodovias, que recebem elevados volumes de veículos de cargas. Assim, o asfalto continua sendo o principal material usado na pavimentação, sobretudo para rodovias regionais ou de menor porte. Estas rodovias, além de muitas vezes não receberem a manutenção adequada, são dimensionadas de forma equivocada. Isso faz com que em poucos anos, as rodovias estejam altamente deterioradas, oferecendo diversos riscos aos usuários da via. Esse é um quadro amplamente encontrado na malha rodoviária estadual de Minas Gerais, sobretudo nas estradas de ligação (LMGs) próximas à Belo Horizonte, que recebem um volume de tráfego diário considerável. Contemplando esse cenário, esse trabalho visa estudar a viabilidade do uso de concreto de cimento Portland em LMGs da Região Metropolitana de Belo Horizonte, proporcionando um pavimento mais durável para as condições do local e que exija menor manutenção. Os resultados obtidos foram satisfatórios e, de certa forma, quebram o paradigma de que os pavimentos rígidos são inviáveis para estradas regionais, com volume de tráfego moderado, se comparado às grandes rodovias.

TÓPICOS RELEVANTES PARA DESENHO DE REDES DE TRANSPORTE COLETIVO A PARTIR DAS POLARIDADES URBANAS

Pedro Dias Geaquinto e Rômulo Dante Orrico Filho
PET/COPPE/UFRJ

Uma fragmentação das atividades urbanas vem sido reportada nas últimas décadas nas grandes metrópoles. Como as cidades tardam a responder a estímulos e desincentivos dos planejadores urbanos (territoriais, urbanísticos e de transportes), avaliar problemas de caráter urbano é uma matéria sensível que deve ser discutida com razoabilidade. Esse artigo avalia as formas urbanas que se polarizaram nas periferias e a maneira que os gestores públicos e pesquisadores da área de transportes se articulam a essas tendências para geração de redes de transporte coletivo. Para tal, o conceito de centralidade é abordado em métodos de desenho de rede, planos diretores e ferramentas para avaliação espacial. Por fim, é formulado um procedimento conceitual para construção de desenho de redes a partir da abstração de linhas estruturantes, hierarquia do transporte coletivo e locais de convergência.

TRANSPORTE ALTERNATIVO NO RIO DE JANEIRO: UMA ESTRATÉGIA DE CONTORNAMENTO TERRITORIAL PARA POPULAÇÕES DE ÁREAS SEGREGADAS

Leonardo Oliveira Muniz da Silva e Giovani Manso Ávila
Escola Politécnica-UFRJ

Este artigo tem como objetivo demonstrar, no caso da cidade do Rio de Janeiro, como o transporte alternativo operado por vans e, especialmente, mototáxis, configura uma estratégia de "contornamento territorial". A metodologia conceitual é pautada na noção de “cidade i-mobilizada”, contenção territorial e contornamento (Haesbaert, 2012) e transporte urbano alternativo e “a onda” de mototáxis no Brasil (Coelho, 1997). A metodologia operacional pauta-se em entrevistas informais com os mototaxistas e seus usuários, além de motoristas do táxi tradicional, de Bangu (Zona Oeste do Rio de Janeiro). Os resultados apontam que os mototáxis são meios de transporte essenciais para a vida cotidiana das cidades devido a suas implicações em termos de integração de serviços e de “proteção sentida” das populações mais vulneráveis à violência urbana. Conclui-se, por fim, que seu monitoramento e regulamentação são necessidades para a otimização da rede de serviços urbanos, planos de mobilidade e garantia de vida urbana.

ANÁLISE DA EFICIÊNCIA DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGA A LONGA DISTÂNCIA POR MEIO DO MÉTODO LCA-WTW-ISO14040

Bárbara Miranda Vallandro, Rodrigo de Alvarenga Rosa, Bernardo Bicalho Carvalhaes, Ludmila Costa de Aguiar, Karina Pedrini Fraga

Universidade Federal do Espírito Santo

O transporte rodoviário atualmente participa com 58% da carga movimentada no Brasil, o que demonstra que a matriz de transportes nacional é bastante concentrada neste modal, apesar do setor de transportes de cargas ser um importante colaborador para as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Optou-se por aplicar a metodologia da Análise do Ciclo de Vida do serviço de transporte à transportadora Premier Transportes, levando-se em consideração a norma brasileira e a série de normas internacionais ISO 14040, a fim de realizar uma análise dos impactos na emissão de GEE da frota antiga de caminhões usando EURO 3/Diesel, da frota nova usando Euro 5 e da introdução do uso do biodiesel na frota antiga.

ANÁLISE DA GERAÇÃO DE VIAGENS DE RESÍDUOS PORTUÁRIOS

Breno Tostes de Gomes Garcia Marcelino Aurelio Vieira da Silva
PET/COPPE/UFRJ

Os resíduos sólidos são um problema a ser administrado por todas as entidades, público ou privado. Desta forma, o setor portuário tem a obrigação legal de gerenciar os resíduos sólidos gerados, uma vez que foi publicado, na forma de lei nº 12.305/2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A partir deste novo cenário, a geração de viagens dos portos vem mudando, deixando de ser basicamente de cargas para transportes de resíduos. O objetivo deste artigo é apresentar a relação entre a quantidade de resíduos gerados e quantidade, em toneladas, de contêiner movimentado nos portos do Rio de Janeiro, Paranaguá e Itaguaí. O processo metodológico foi por meio de artigos publicados em revistas, teses e dissertações com o intuito de buscar informações acerca do tema, bem como sua legislação, normas e entre outros. Os resultados evidenciaram a relação das categorias de resíduos gerados quando comparados com a movimentação de contêiner nos respectivos portos

ESTADO DE SAÚDE E NÍVEL DE ESTRESSE DOS MOTORISTAS DE TRANSPORTE COLETIVO: ESTUDO DE CASO DA COMPANHIA CARRIS PORTO-ALEGRENSE

Maria Ivete Gallas¹, Clara Natalia Steigleder Walter¹, Eduardo Wilk¹, Letícia Dexheime¹, Maria Cristina Molina Ladeira²
¹Universidade Federal de Pelotas e ²Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Este artigo apresenta o resultado de uma pesquisa realizada em Porto Alegre, que buscou compreender as causas dos problemas de saúde e os principais fatores que influenciam na qualidade de vida dos profissionais do transporte coletivo, segundo a visão dos trabalhadores da empresa Cia Carris Porto-Alegrense. Esse estudo partiu da necessidade de caracterizar os principais fatores que influenciam nas condições de trabalho, estresse e saúde de motoristas da companhia. A investigação baseou-se em informações da empresa e em entrevistas realizadas com 123 motoristas, com questões abertas e fechadas sobre situações diárias vivenciadas pelos mesmos. Os resultados demonstraram que a atividade de dirigir é desgastante, causa fadiga, e está relacionada tanto a fatores internos quanto externos do trabalho, entre eles, o compartilhamento do espaço público com os demais integrantes do trânsito.

ANÁLISE DA QUALIDADE DO SERVIÇO DE TRANSPORTE PÚBLICO SOBRE TRILHO - VLT NO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE E CRATO NA PERCEPÇÃO DO USUÁRIO

Ary Ferreira da Silva e Sabrina de Oliveira Nascimento

UFCA

Com o objetivo de realizar um diagnóstico da situação do sistema de transportes urbano por VLT – Veículo Leve sobre Trilho entre os municípios de Juazeiro do Norte e Crato no Estado do Ceará foi realizado através de estudo de pesquisa de opinião sobre a qualidade na perspectiva dos usuários do sistema, foram avaliados o desempenho e a importância dos principais fatores de qualidade. A análise consistiu na aplicação de um questionário junto aos usuários, em que foram medidos o nível de satisfação e o grau de importância que os mesmos atribuem aos itens da qualidade demandada. Desta forma, estes dados refletiram a qualidade dos serviços oferecidos pela empresa prestadora de serviço por meio do VLT. Os resultados da pesquisa mostram a situação geral do sistema operacional, fornecendo um diagnóstico da qualidade do serviço de transporte público que é ofertado e os parâmetros considerados como o mais importante na percepção do usuário. Quanto ao nível de satisfação, a maior parte dos usuários considerou o serviço como satisfatório. A análise desses resultados constitui um critério para a avaliação de um planejamento de qualidade e para orientar medidas que levem a um sistema de transporte público mais atrativo.

DIRETRIZES DE CARGA URBANA PARA EFICIÊNCIA DA DISTRIBUIÇÃO DE MERCADORIAS NOS CENTROS URBANOS BRASILEIROS COM BASE NA CONCEPÇÃO CITY LOGISTICS

Antônio Carlos Sá de Gusmão e Paulo Cezar Martins Ribeiro
PET/COPPE/UFRJ

A movimentação de carga em áreas urbanas e suas adjacências não são recentes. As políticas atuais praticadas, no âmbito do planejamento urbano, ainda são carentes de diretrizes apropriadas que possibilitem uma melhoria acentuada da atuação da logística de carga urbana. Assim, este artigo pretende contribuir com a apresentação de diretrizes de carga urbana para eficiência da distribuição de mercadorias nos centros urbanos das principais cidades brasileiras, tomando por base a adoção da concepção City Logistics.

PLANOS DE MOBILIDADE CORPORATIVA: INSTRUMENTO DE GESTÃO DA MOBILIDADE URBANA

Juliana DeCastro e Ronaldo Balassiano
PET/COPPE/UFRJ

Nas áreas urbanas, grande parte da demanda por transportes está concentrada, particularmente nas horas de pico e em dias úteis, em função da movimentação pendular mais frequente (casa-trabalho). Dessa forma, é possível obter dados suficientes para a identificação de pontos críticos para análises e proposição de alternativas para diversificação modal. Assim, as empresas podem auxiliar os gestores públicos na obtenção de dados sobre o padrão de viagem (motivo, quantidade, modo de transporte, extensão e tempo de deslocamento), geralmente obtidos por meio de pesquisas do tipo Origem-Destino (O-D). No entanto, estas pesquisas não são conduzidas com regularidade devido ao alto custo e complexidade, minando a possiblidade de acompanhar tendências históricas. Sendo assim, este artigo possui como objetivo discutir a adoção de planos de mobilidade corporativa, para tratamento dos polos geradores de viagens, como instrumento para facilitar a gestão da mobilidade nos centros urbanos. A importância deste trabalho é, portanto, dupla. Primeiro ao mostrar como as empresas podem contribuir para a efetivação da política de mobilidade nos municípios brasileiros. Em segundo lugar, por aprimorar a compreensão sobre o potencial ainda inexplorado no Brasil para realização de pesquisas origem-destino (O-D), com maior periodicidade e menor custo para o poder público.

ASPECTOS REGULATÓRIOS DA OPERAÇÃO DE VEÍCULO AÉREO NÃO TRIPULADO

Elder Soares Rodrigues
PET/COPPE/UFRJ

Este trabalho tem por objetivo analisar as regras pelas quais os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT) estão submetidos atualmente no Brasil, identificar os vácuos regulatórios e analisar as propostas de regulamentação em discussão. Será apresentado o conceito de VANT e sua diferença com o aeromodelo, analisada sua evolução e aplicações, as legislações brasileiras em vigor e as que estão em discussão, bem como as regras presentes nos principais países do mundo. Será abordada ainda os estudos e regulamentação necessária para uma possível utilização do VANT em espaço aéreo não segregado, isto é, junto às demais aeronaves tripuladas.

UMA PROPOSTA MULTIOBJETIVO PARA O PROBLEMA DE ROTEAMENTO DE VEÍCULOS CAPACITADOS ACUMULATIVO

Bruno Salezze Vieira
PET/COPPE/UFRJ

O Problema de Roteamento de Veículos Capacitados Acumulativo, conhecido na literatura como Cumulative Capacitated Vehicle Routing Problem é um problema difícil de ser resolvido, com muitas aplicações do mundo real em transporte e logística de distribuição. Seu principal objetivo é encontrar o menor somatório dos tempos de chegadas para entregar as mercadorias, utilizando uma frota de veículos idênticos com capacidade restrita, para os clientes com demandas próprias. No entanto, existem outros objetivos, e tendo uma gama de soluções que representam os conflitos entre objetivos é crucial para muitas aplicações. Embora pesquisas anteriores tenham usado métodos heurísticos e exatos para resolver este problema, tem raramente concentrada na otimização de mais de um objetivo, e quase nunca considerou explicitamente a diversidade de soluções. Este artigo é um estudo do PRVCA e de problemas de roteamento multiobjetivo para a proposta de uma formulação matemática para o problema em um caso multiobjetivo.

CENTROS LIVRES DE CARROS (CAR-FREE CENTRES)

Shadia Assaf Bortolazzo
Universidade Federal de Santa Catarina

A restrição de tráfego de automóveis em centros urbanos é uma nova estratégia de planejamento urbano, tendência em diversos países desenvolvidos, é vista como modelo de planejamento para o desenvolvimento sustentável das áreas centrais das cidades. Centros livres de carros é um arranjo que representa de forma efetiva medidas que promovem a mobilidade sustentável, integradas com políticas de planejamento urbano, social e uso do solo, sendo um importante fator de educação e sensibilização da população para este tema. Este artigo procura verificar como as grandes cidades tem tratado os problemas de congestionamento em seus centros urbanos e analisar as medidas, metodologias e políticas vigentes, ou em desenvolvimento, para a redução do tráfego de veículos nas áreas centrais. Positivamente às práticas Car-free, adicionam-se tratamentos para questões sociais e ambientais conhecidas como, poluição atmosférica, visual e sonora, segurança viária, redução de problemas de saúde e índices de obesidade, clima, isolamento social e falta de coesão da comunidade. Centros sem carros podem trazer receitas para investimento em infraestrutura viária e transporte público e contribuir para a redução do uso e dependência de recursos como o petróleo. Observou-se que, na maioria das cidades aqui pesquisadas, ainda não existe uma medida regulamentada, mas ações e campanhas experimentais como Car-free Day (Topp & Pharoah, 1994), Traffic Calming (Pharoah & Russell, 1989); (Hass-Klau et al.,1992), associadas ou não, a Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS) (LIMA, V. et al., 2012), além de incentivos ao transporte não motorizado, por meio de faixas cicláveis e aumento de áreas para circulação de pedestres. No Brasil, tal regulamentação pode surgir motivada pelas políticas e planos atuais de mobilidade urbana (Lei Nº 12.587 de 3 de janeiro de 2012 e Lei Nº 13.089 de 12 de janeiro de 2015), associada a esses ou mesmo isoladamente.

ANÁLISE COMPARATIVA DOS NÍVEIS DE ACESSIBILIDADE DAS REGIÕES ADMINISTRATIVAS DO RIO DE JANEIRO, COM FOCO NO TRANSPORTE PÚBLICO DE MASSA

Paulo Roberto Grossi Dias Morales¹, Marcio de Almeida D'Agosto¹, Cíntia Machado de Oliveira¹,², Fabiana do Couto Assumpção¹
Universidade Federal do Rio de Janeiro¹, Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca²

Este artigo tem como objetivo analisar os níveis de acessibilidade das Regiões Administrativas (múltiplas origens) do município do Rio de Janeiro em relação ao bairro do Centro (destino), com foco no transporte público de massa. Para tanto, serão identificadas, por meio de SIG (Sistema de Informações Geográficas) as ofertas de transportes atuais, assim como seus terminais urbanos e acessos, consolidando uma rede de transporte intermodal. Para a análise, empregou-se um indicador de desempenho do tipo atributo de redes que mede a acessibilidade relativa e utiliza como parâmetro de otimização o tempo mínimo de deslocamento entre um par de zonas. Foram criados 2 (dois) cenários, cujo objetivo foi comparar os índices de acessibilidade verificados entre eles e permitir uma análise crítica quanto às disparidades dos resultados: cenário 1, destaca o uso do transporte público de alta capacidade e o cenário 2, o uso do automóvel.

EVALUACIÓN DE AUTOCORRELACIÓN ESPACIAL GLOBAL Y LOCAL PARA ZONAS DE TRANSITO

Julio Cesar Lavado Yarasca
Universidad del Pacifico e Rede Ibero-americana de Estudo em Polos Geradores de Viagens - Red PGV / Brasil

Este trabajo aborda las técnicas de autocorrelación espacial e indicadores locales de asociación espacial, el método estadístico propuesto para efectuar nuestro análisis espacial entorno a la generación de viajes, considera la dependencia espacial entre las unidades de observación, de este modo las características geográficas asociadas a la generación de viajes y su distribución regional pueden ser analizados a través de estas técnicas que consideran la dependencia espacial y la autocorrelación espacial, dando un paso más allá de la evaluaciones clásica de los coeficientes tradicionales de correlación y de la estadística descriptiva clásica, para el presente trabajo se utilizo las variables de producción y atracción de viajes asociadas a las zonas de transito las cuales son utilizadas en los modelos de transporte, buscando verificar en cuánto contribuye cada unidad espacial a la formación del valor global y la evaluación global per se.

UTILIZAÇÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO EM CONCESSÕES RODOVIÁRIAS SOB PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA

Túlio Silveira Santos e Paulo Cezar Martins Ribeiro
PET/COPPE/UFRJ

objetivo deste artigo é discutir a prática de aferição e de utilização do indicador nível de serviço dentro do contexto de concessões rodoviárias sob parceria público-privada (PPP). Para tanto, são expostas a operação rodoviária em concessões sob PPP, uma abordagem dos conceitos de nível de serviço e da evolução do Highway Capacity Manual (HCM), e da aferição deste indicador em concessões rodoviárias. Ao final deste artigo é feita uma análise crítica da aferição de desempenho deste indicador na primeira parceria público-privada do país na área de infraestrutura rodoviária, a PPP da rodovia MG-050, que se encontra atualmente em experimentação pelo Governo do Estado de Minas Gerais. Por fim, são levantadas algumas informações com relação ao que foi descrito ao longo de todo o texto e propõe-se a utilização do nível de serviço não somente para avaliação de desempenho, bem como utilizá-lo como instrumento de gestão na atividade regulatória das concessões.

INFLUÊNCIA DO FATOR SEGURANÇA NA MOBILIDADE DE PEDESTRES NAS PROXIMIDADES DE UMA RODOVIA

Agmar Bento Teodoro, Deborah Cristina da Rocha, Gabriel Lopes de Faria
Centro Federal de Educação Tecnológica de MG

O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados de uma pesquisa de opinião realizada com transeuntes do Bairro Cabral em Contagem – MG que circulam nas margens da BR- 040, efetivada com a finalidade de averiguar a influência do fator segurança na mobilidade dos moradores. Para tal foi realizada uma pesquisa por meio de um questionário aplicado em pedestres dos lados direito e esquerdo da rodovia em um trecho que atravessa o Bairro Cabral no Município de Contagem - MG. O questionário foi dividido em duas partes na primeira parte foi levantado o perfil do entrevistado como: gênero, faixa etária, grau de instrução e também informações a respeito dos seus deslocamentos, como: frequência, motivo e modalidade de transporte utilizada. Na segunda parte os entrevistados responderam, através do uso de escalas de diferencial semântico, questões sobre a influência de alguns fatores na sua decisão de atravessar a rodovia ou caminhar por ela. A análise dos dados coletados permitiu concluir que o método desenvolvido atendeu ao objetivo do estudo e que o fator segurança é algo que pode influenciar na mobilidade de moradores das proximidades da rodovia e ainda, a presença de infraestrutura específica para aumentar a segurança de pedestres no ato da travessia é algo que tem um grau de influência bastante significativo na decisão dos entrevistados de atravessarem a rodovia ou caminharem por ela.

UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE EFICIÊNCIA OPERACIONAL E CONCENTRAÇÃO DE MERCADO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE TRANSPORTE AÉREO DE PASSAGEIROS

Chrystyane Gerth Silveira Abreu, Ana Luiza Lima de Souza e Musbah Koleilat Câmara
CEFET/RJ

As empresas aéreas constituem o elemento central da cadeia produtiva do transporte aéreo. O Brasil vem se consolidando como um dos principais mercados do setor no mundo, com taxas de crescimento anuais de movimentação de passageiros elevadas neste início do século 21. Apesar deste cenário positivo de crescimento de mercado e da grande experiência do país no setor aéreo comercial, se observa um ambiente turbulento nesta indústria, com falências, consolidações e aquisições de empresas. Este artigo tem como objetivo analisar a eficiência dessa indústria, através da análise envoltória de dados (DEA), em face à fatia de mercado que as empresas aéreas detém. Como resultado, verificou-se que as maiores empresas atuantes no setor não estão na fronteira de eficiência e sugerem um incremento neste quesito para torná-las mais atrativas e competitivas perante ao mercado em que estão inseridas.

PLANEJAMENTO DA ATRACAÇÃO DE NAVIOS EM UM PORTO DE CARGA GERAL POR MEIO DE UM MODELO MATEMÁTICO PARA O PROBLEMA DE ALOCAÇÃO DE BERÇOS CONTÍNUOS

Lhais Corradi Gaigher, Rodrigo de Alvarenga Rosa, Hugo Leonardo Louzada Vervloet e Vinícius Bermond

Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil – Transportes, Universidade Federal do Espírito Santo

A operação portuária contribui com os altos custos logísticos na cadeia de valor dos produtos. Desta forma, os portos utilizam regras para recebimento e entrega de cargas, com o objetivo de estimar um fluxo operacional, minimizando o tempo de espera para atracar dos navios. Neste contexto, a proposta deste artigo é desenvolver um modelo matemático baseado no Problema de Alocação de Berços Contínuos com objetivo de minimizar o tempo de permanência dos navios no porto. O modelo foi aplicado ao Terminal de Produtos Siderúrgicos cuja finalidade é atender às siderúrgicas na exportação do produto final. Sendo assim, o modelo proposto considera a possibilidade de atracação de acordo com as restrições de calado, comprimento total e largura do navio. O modelo matemático foi resolvido utilizando o solver CPLEX e quando comparado com a média histórica do terminal, o modelo matemático sempre apresentou resultados melhores.

ANÁLISE DA QUALIDADE DO TRANSPORTE PÚBLICO URBANO POR ÔNIBUS NA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE

Elvis Mesquita Ponte Ary Ferreira da Silva
UFCA

O presente trabalho se propõe a apresentar resultados de uma análise do transporte público urbano por ônibus dos usuários que usufruem, no município de Juazeiro do Norte, Ceará. O método de análise consistiu na aplicação de pesquisa direta aos usuários do sistema, onde foram avaliados o desempenho e a importância referente aos principais fatores de qualidade. Os resultados da pesquisa forneceram um diagnóstico da qualidade do serviço de transporte público que é ofertado e os parâmetros mais valorizados pelos usuários, resultados estes que serviram como subsídio na formulação de propostas que visam melhorar o atendimento ao usufrutuário e que também possam ser utilizadas pelas empresas operadoras e pelo poder público como agente tomador de decisão e concessor do serviço público.

Resumos

SEGURANÇA NAS RODOVIAS: MÉTODOS E CRITÉRIOS PARA CONTROLE DE VELOCIDADE

Flávia Maria Ávila dos Santos, Marina Alves Cezar, Edgar Ricardo Ferreira, José Alberto Barroso Castanon (Orientador)
UFJF

Os números alarmantes referentes aos acidentes de trânsito ocorridos no ambiente rodoviário permitem uma elucidação acerca da importância de maiores investimentos e análises no setor com foco na quebra desse cenário. Segundo o Ministério dos Transportes (DNIT, 2010), tais acidentes, considerados questão de saúde pública, refletem em quase 10% dentre as causas de morte prematura entre pessoas na faixa etária de 5 a 44 anos nos países em desenvolvimento. Visando à quebra dessa realidade e o aumento da segurança dos usuários, busca-se a conformação de uma estrutura rodoviária segura e adequada principalmente no que tange os critérios de velocidades estabelecidos para as vias. O controle da velocidade dos veículos, então, atua como ferramenta no tocante da redução de acidentes de trânsito ou, em uma menor escala, na redução da gravidade desses acidentes. Para a definição dos parâmetros adequados de controle de velocidade nas rodovias, a Organização Mundial da Saúde estabelece alguns métodos de definição de tais parâmetros. A verificação de tais parâmetros assume papel relevante perante a sociedade, uma vez que ambiciona a busca pela segurança dos usuários de rodovias federais, além da promoção da fluidez em tais rodovias em níveis compatíveis com as necessidades de locomoção e deslocamento ao longo da via. O presente artigo apresenta uma pesquisa em andamento que objetiva a verificação dos parâmetros para identificar diferentes ambientes rodoviários e o controle da velocidade nestes ambientes, a partir de seus métodos e critérios.

PROJETOS DE MOBILIDADE E ACESSIBILIDADE EM INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO LOCALIZADOS NAS PERIFERIAS DA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO

Dominique Souza Sant’ Anna, Bruno da Silva Roque, Caique de Oliveira Fernandes Concolato, Herlander Costa Alegre da Gama Afonso (Orientador), José André Vilas-Bôas Mello (Orientador)
CEFET/RJ UnED Nova Iguaçu

A expansão de instituições de ensino federais - IFE de qualidades em periferias da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, especificamente, a Baixada Fluminense, constitui um vetor chave para o processo de desenvolvimento desta, enquadrado no âmbito da política da democratização das oportunidades de conhecimentos, proporcionando maior oferta de cursos para atender as demandas locais e contribuindo para a redução das desigualdades socioeconômicas.

A região da baixada fluminense (RBF) - composta, segundo Lago et al. (2010) por dezoito municípios – possui 3,75 milhões de habitantes e representa pouco mais de 14% do produto interno bruto do estado do Rio de Janeiro (IBGE, 2010). Atualmente, a RBF possui as seguintes IFEs: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro – IFRJ, com campis em municípios de Nilópolis, Duque de Caxias e Paracambi, CEFET/RJ UnED Nova Iguaçu, a UFRRJ em Seropédica e Campi em Nova Iguaçu e o CTUR (Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), em Seropédica.
Não obstante, no que tangem as infraestruturas pró-mobilidade e a acessibilidade as estes equipamentos públicos de ensino ainda carecem de qualidade. Esta pesquisa busca identificar e analisar as atuais condições de mobilidade e acessibilidade em IFEs localizadas na RBF, a luz dos dispostos na Lei n. 12587/2012, com vista a verificar a efetividade desta.

A pesquisa contempla um levantamento bibliográfico profundo a respeito dos conceitos de mobilidade e acessibilidade, seus principais parâmetros e indicadores voltados para estes equipamentos públicos. Serão realizados estudos de campo e visitas técnicas às IFEs pesquisadas a fim de se averiguar, in loco, a aplicabilidade de tais indicadores. Espera-se trazer algumas contribuições ao conhecimento científico sobre o tema, bem como sugestões para a melhoria da implementação das políticas públicas em mobilidade e também em acessibilidades às IFEs.

CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO E INDICADORES DE QUALIDADE DO TRANSPORTE COLETIVO NO CAMPUS DA UFJF

Camila Leonel Goretti, Humberto Sales de Almeida e José Alberto Barroso Castañon (Orientador)
NEST/UFJF

O presente trabalho consiste na obtenção, análise e comparação de indicadores de qualidade que possibilitem que se tenha uma real noção da atual qualidade do transporte coletivo na região do Campus da Universidade Federal de Juiz de Fora.
A coleta de dados foi feita em dois diferentes períodos (setembro de 2014 e março de 2015), ambos contemplando período letivo estabelecido pelo calendário acadêmico da UFJF. Os mesmos foram fornecidos pela Secretaria de Transporte e Trânsito – SETTRA, de Juiz de Fora. Em janeiro de 2015 todos os ônibus urbanos da cidade passaram a utilizar a tecnologia de rastreamento via satélite do GPS, acarretando mudanças em itinerários e horários de algumas linhas que trafegam na região analisada, fato que também será objeto de estudo deste trabalho. Além disso, a SETTRA passou a disponibilizar um aplicativo gratuito chamado Cittamobi para os usuários. Este aplicativo faz previsões de quanto tempo os próximos ônibus levarão para chegar ao selecionar o ponto de parada do ônibus em questão.

A seleção dos indicadores foi feita levando em consideração seis critérios: capacidade de permitir comparações entre áreas urbanas, representatividade deste com o todo, grau de relação com a demanda, facilidade do entendimento, grau pelo qual o uso do indicador pode estimular a busca de técnicas mais eficientes e disponibilidade de informações. Dessa forma, para a análise das 24 linhas que trafegam pelo Campus da UFJF, foram escolhidos os seguintes índices e indicadores, em ordem alfabética: Frequência, Frota Efetiva, Frota Extra, IPK – Índice de Passageiros por Quilômetro, IPV – Índice de Passageiros por Viagem, IRS – Índice de Regularidade do Sistema, Tempo de Percurso, Total de Passageiros Dia e Velocidade Média de Trajeto.

Atualmente o trabalho encontra-se em sua fase final em que, a partir dos dados já calculados, busca-se obter uma análise comparativa da situação do transporte coletivo no Campus. O trabalho, quando finalizado, servirá como parâmetro de análise da qualidade do transporte na UFJF e ainda como indicador das mudanças que efetivamente vieram a acontecer a partir das modificações causadas pelo GPS.

FATORES E ESTRATÉGIAS PARA PLANEJAMENTO VIÁRIO: INTERFEÊNCIA DE TECNOLOGIAS EM VELOCIDADE E SEGURANÇA VIÁRIA

Livia Tavares Cosentino, Isabela Stiegert, Edgar Ricardo Ferreira, José Alberto Barroso Castanõn

PROAC/UFJF

A presença e a ampliação da malha rodoviária produzem efeitos positivos e negativos em sua área de implantação em âmbitos mundial e nacional. Apesar da melhoria nos meios de deslocamento, dentre os impactos negativos é possível apontar a ocorrência de acidentes de trânsito como representantes de grandes perturbações sociais e econômicas. Devido à relevância desses acontecimentos em nossa sociedade, em virtude dos custos e dos impactos gerados, este artigo tem por objetivo estudar como a velocidade, as condições das vias, a sustentabilidade e o pedestre estão relacionados à segurança viária. Finalmente, serão apresentadas algumas alternativas de controle de velocidade que aperfeiçoem a segurança nas vias, além de questionamentos sobre novas tecnologias existentes no mercado, como aplicativos para smartphones, que facilitam as rotinas dos usuários ao apontarem parâmetros como velocidade e fluxo viário, mas prejudicam sua segurança por desviarem suas atenções do trânsito para as telas de celulares e outros dispositivos. O recorte da pesquisa compreende as rodovias brasileiras, e nelas serão estudadas as relações expostas acima. Para tal, o método escolhido foi a revisão bibliográfica em bases de dados como Scielo, Elsevier e Google Acadêmico, em livros e artigos nacionais e internacionais, dando preferência a trabalhos atuais. Como resultados, conclui-se que na era tecnológica em que vivemos, existem ferramentas e alternativas para o controle de velocidade e segurança viárias de forma eficaz, entretanto, não se pode omitir o fator humano e sua consequente conscientização para otimização do sistema. O artigo contribui para uma reflexão sobre os conceitos de segurança e velocidade viárias e sobre os questionamentos atuais no meio em estudo.

LEVANTAMENTO DE DADOS SOBRE INCIDENTES DE TRÂNSITO NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO ATRAVÉS DO TWITTER DO CENTRO DE OPERAÇÕES DA PREFEITURA

André Borges Randolpho Paiva, Eduardo de Almeida Lima, Isaac Balster, Lucas Meyer de Freitas, Marion Quindroit, Rafael Lucas da Costa Teixeira, Victor Hugo Souza de Abreu, Ugo Brahic e Paulo Cezar Ribeiro

PET/COPPE/UFRJ

Segundo VASCONCELOS (1985), o trânsito é uma disputa pelo espaço físico, que reflete uma disputa pelo tempo e pelo acesso aos equipamentos urbanos; é uma negociação permanente do espaço, coletiva e conflituosa.Como o princípio básico da mobilidade urbana refere-se ao direito de ir e vir dos cidadãos, é necessário que sejam apontadosos fatores que cada vez maisimpedem ou dificultam esse direito, buscando assim alternativas que possam melhorar esse quadro tendenciosamente negativo. Nesse sentido, durante o mês de Maio/2015, foi realizado um acompanhamento diário das publicações feitas pelo Centro de Operações da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro no Twittercom a finalidade de coletar dados sobre acidentes, veículos enguiçados, obras na pista, etc. Cada integrante do grupo de trabalho ficou responsável pela triagem das publicações e da organização dos incidentes ocorridos em um determinado dia da semana em tabelas e os resultados foram ilustrados por meio de gráficos. Através deste levantamento foi possível determinar, por exemplo, as vias de maior concentração de acidentes e o número e tipo de veículos que realizam parada por mau funcionamento, provocando diversos transtornos ao deslocamento da população. Além disso, com dados obtidos no ano de 2014 se realizou uma análise comparativa entre os anos, a fim de avaliar a evolução do problema na cidade.

UTILIZAÇÃO DE SOFTWARE OPEN SOURCE DE MICRO SIMULAÇÃO COMO ALTERNATIVA DE BAIXO CUSTO OPERACIONAL NO PLANEJAMENTO DA MOBILIDADE URBANA

Adriano Castro Moreira, Carlos Eduardo da Rocha Santos, Edgar Ricardo Ferreira e José Alberto Barroso Castañon
PROAC/UFJF

O presente estudo tem seu recorte originado na pesquisa bibliográfica das atuais publicações cientificas relativa à utilização de sistemas simuladores e microssimuladores. A finalidade é apoiar decisões nas políticas de planos de mobilidade, como previsto na lei Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012). Entende-se que a questão da mobilidade urbana e o controle do tráfego de veículos são problemas emergentes das cidades na atualidade.

Com a expansão urbana, ocasionada pela criação de rotas comerciais nas rodovias, ao longo do tempo dissipou pelo território grandes núcleos urbanos, gerando expansão desenfreada e cidades populosas. Por este motivo, este trabalho se foca em ferramentas para apoio, simulação, análise e gestão do fluxo do trafego urbano, aspecto de extrema importância socioeconômica para as cidades representando a grande maioria de eventos no espaço tempo que interferem diretamente na vida cotidiana da população.

Foi abordado de forma sucinta a ferramenta de microssimulação SUMO (Simulation of Urban MObility), de código aberto e livre distribuição, que tem origem no Institute of Transportation Systems Berlin. O baixo custo operacional de sistemas gratuitos de microssimulação são um incentivo às pequenas e médias cidades que podem desde os momentos iniciais da implantação de seus planos de mobilidade, ter uma ferramenta de alto valor tecnológico agregado à disposição para orientar a organização de sua mobilidade.

Ao final, buscou-se demonstrar a viabilidade da utilização de softwares de licença open source (código fonte aberto) como ferramenta de apoio à implantação e gestão de sistemas de trafego urbano e rodoviário.

GESTÃO DE VELOCIDADE NO BRASIL E INICIATIVAS INTERNACIONAIS

Ana Carolina Gamarano Moreira; Camila Caixeta Gonçalves e José Alberto Barroso Castanõn
PROAC/UFJF

Na sociedade moderna, o tempo tem sido valorizado cada vez mais em todas as esferas de atividades. A velocidade com que as coisas acontecem e com que as pessoas precisam agir é consequência da supervalorização do tempo. Porém, no trânsito, a variação de velocidade fora das margens dos valores preestabelecidos representa consequências negativas. Por isso, é necessária a conscientização da sociedade a respeito da importância do controle de velocidade e dos benefícios da fiscalização para a segurança viária e a redução de acidentes.

As medidas mais frequentes no Brasil para controle de velocidade fazem uso de dispositivos eletrônicos com o propósito de fiscalização, tais como o radar fixo, barreira eletrônica e lombada eletrônica. O presente artigo expõe como é estabelecido o limite de velocidade nas vias, apresentando o Programa de Gestão de Velocidade, que engloba uma série de medidas visando equilibrar segurança e eficiência das velocidades dos veículos em uma rede viária, e Sistemas Seguros, que tem como objetivo aplicar um sistema viário que visa minimizar a gravidade da lesão quando ocorre um acidente. O artigo aponta ainda a potencialidade das medidas moderadoras de tráfego para redução das velocidades, visto que, de acordo com Cupolillo (2006), as experiências mundiais comprovam que seus benefícios vão desde o aumento da segurança nas estradas até vantagens econômicas.

Assim, traça-se um perfil de algumas medidas adotadas para o controle dos limites de velocidade no Brasil. Elabora-se, através de uma revisão bibliográfica, o levantamento da aplicação da moderação de tráfego brasileira e no exterior - em diferentes países como: Austrália, Canadá, Reino Unido, Suécia, Nova Zelândia e Gana. - visando apresentar as práticas utilizadas em todo o mundo.

PROPOSTA PARA ELABORAÇÃO DE PLANOS DE MOBILIDADE URBANA PARA MUNICÍPIOS DE PEQUENO E MÉDIO PORTE DEMOGRÁFICO

Sheila Elisângela Menini, Taciano Oliveira da Silva, Ítalo Itamar Caixeiro Stephan e Joel Gripp Júnior

PPGEC/UFV

A mobilidade urbana é um atributo das cidades e se refere à facilidade de deslocamentos de pessoas e bens no espaço urbano. Tais deslocamentos são feitos através de veículos motorizados e não motorizados, das vias e de todas as infraestruturas físicas que possibilitam o movimento de ir e vir cotidiano. A mobilidade urbana, portanto, é o resultado da interação dos modos de deslocamentos com a cidade.

Para garantir a mobilidade urbana não deve-se pensar apenas nos meios de transporte e no trânsito, mas como se organizam os usos e as ocupações dos espaços físicos das cidades e a melhor forma de garantir o acesso de pessoas e bens ao que a cidade oferece e demanda (locais de emprego, escolas, hospitais, praças e áreas de lazer). Por isso, é fundamental a construção de uma política de mobilidade urbana que garanta os direitos de todos, privilegiando o transporte coletivo e o transporte a pé e por bicicleta. Trabalhar de forma adequada a questão da mobilidade urbana em todas as suas dimensões – inclusão social, sustentabilidade ambiental, gestão participativa e a democratização dos espaços públicos, promovendo o desenvolvimento urbano e econômico – é um dos grandes desafios a serem encarados pelo planejamento urbano.

O objetivo geral desta pesquisa é a elaboração de uma proposta de Plano de Mobilidade Urbana para a cidade de Viçosa-MG que sirva de referência para outras cidades brasileiras de pequeno e médio porte demográfico.

Conforme orientação contida no Caderno de Referência para Elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, vistas no seu conjunto, as metodologias para elaboração do Plano de Mobilidade Urbana refletem as técnicas e estratégias de coleta de dados, de análise, de proposição de soluções, de discussão social e de consolidação dos produtos.

Em princípios gerais, o Plano de Mobilidade será desenvolvido a partir de duas abordagens que deverão coexistir e se combinar ao longo da produção do Plano: uma técnica e outra da discussão social.

A partir das etapas previstas para elaboração do Plano de Mobilidade Urbana da cidade de Viçosa-MG, o mesmo deverá ser apresentado ao órgão público gestor para que as propostas possam ser colocadas em prática. Espera-se que outras cidades brasileiras possam utilizar o material a ser produzido ajustando-o as mais diversas realidades.

REGIONALIZAÇÃO DO TURISMO, FLUXOS TURÍSTICOS INTERNACIONAIS POR VIA AÉREA E A REDE AEROPORTUÁRIA BRASILEIRA: ANÁLISES A PARTIR DOS PRINCÍPIOS DO MODELO GRAVITACIONAL

Paolo Galli¹; Marcio Peixoto de Sequeira Santos¹; Carla Conceição Lana Fraga²
¹PET/COPPE/UFRJ e ²UNIRIO

Numa sociedade globalizada como a atual, o turismo se tornou um fator estratégico de desenvolvimento econômico e social. O Brasil é um País com alto potencial de atração de fluxos turísticos internacionais, porém ainda pouco explorado. Nota-se que o Governo brasileiro está legislando e destinando recursos financeiros para aprimorar a oferta turística e a acessibilidade aos territórios ainda pouco aproveitados turisticamente, identificando na rede aeroportuária um elemento essencial para alcançar estes objetivos.

Com base na intrínseca relação entre o turismo e os transportes e a partir dos princípios do Modelo Gravitacional, este trabalho se propõe a identificar quais variáveis econômicas, geográficas e sociais influenciam os fluxos turísticos internacionais por via aérea no Brasil. A hipótese da pesquisa é que o Modelo Gravitacional - na sua formulação básica - possa explicar, pelo menos parcialmente, a diferente distribuição de turismo no território brasileiro e, se considerado cada País emissor, a distribuição de turistas nos diferentes destinos (Estados brasileiros). Nesse sentido, o problema da pesquisa é analisar em que medida o modelo gravitacional é suficiente para explicar os fluxos entre Países emissores e Estados brasileiros receptores de turistas por via aérea.

A pesquisa é exploratória, de natureza quantitativa, envolvendo um levantamento bibliográfico para a construção de um referencial teórico sobre a relação entre transporte e turismo e sobre a economia, com foco nos modelos gravitacionais, assim como uma coleta de dados junto aos órgãos oficiais, nacionais e internacionais. Especificamente, a partir de um estudo baseado no histórico de fluxos turísticos internacionais por via aérea no Brasil (ano de referência 2012) são indagadas as correlações estatísticas entre um conjunto de variáveis socioeconômicas e as distâncias relativas às Origens (Países emissores) e Destinos (Estados receptores). Além disso, será testada a influência de variáveis binárias (dummies) de caráter sociocultural e político-geográfico, na determinação de uma equação explicativa dos fluxos registrados.

Os resultados esperados da pesquisa é o subsídio para a criação uma ferramenta apta a apoiar as escolhas, por parte das instituições prepostas, de destinação de recursos financeiros e a relativa priorização de projetos de construção, ampliação, reforma de estruturas aeroportuárias, em sintonia com o próprio processo de regionalização do turismo no Brasil.

SEGURANÇA NO TRÂNSITO, PERCEPÇÃO DOS CICLISTAS E MOTORISTAS NA REGIÃO CENTRAL DE NITERÓI

Thayana Santana da Conceição, Viviane da Silva Martins e Fátima Priscila Morela Edra
Faculdade de Turismo e Hotelaria – FTH/UFF

A cidade de Niterói, localizada na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, passa por um processo de revitalização na área central denominado Requalificação do Centro de Niterói com base em sete eixos estruturantes: infraestrutura, lazer e turismo, cultura, social, habitação, sustentabilidade e mobilidade. No que se refere à mobilidade, esta apresenta o uso do solo como estratégia para a promoção da integração entre barcas e veículos não motorizados (bicicleta) e, por isso, é visto como o maior projeto empreendido no estado e um dos maiores da América Latina. Entre as ações, prevê-se a criação de áreas preferenciais para pedestres e ciclistas. Procura-se valorizar a bicicleta como meio de transporte em função das próprias características do centro e bairros adjacentes: espaço universitário e topografia plana.

Na primeira década do século em curso, de acordo com o IBGE (2013), a população niteroiense apresentou aumento de 7%, enquanto que a frota de veículos na cidade teve 46,9% de aumento (Denatran, 2013). A piora no trânsito se apresentou como resultado dessa conta. E, como solução, a procura, pelos residentes, de meios alternativos de transportes, dentre eles a bicicleta, para chegar aos seus destinos. Em janeiro de 2015, nas principais vias do Centro, observava-se a passagem de 72 bicicletas por hora, chegando a 126 em abril e reduzindo para 95 em junho (Mobilidade Niterói, 2015). Acredita-se que essa queda está relacionada ao número de incidentes e acidentes na cidade que só no primeiro semestre teve três mortes.

Busca-se, por meio deste trabalho, verificar a percepção de segurança do ciclista em relação aos veículos automotores e a percepção do motorista de veículos automotores em relação ao ciclista. Parte-se do pressuposto que o maior deve cuidar do menor, em outras palavras, o carro deve cuidar da bicicleta, mas esse termo tem validade dentro de um contexto equilibrado e justo, onde todos tem conhecimento de normas e consciência de suas ações. Entretanto, não necessariamente o ciclista frequentou aulas de direção e de trânsito e, por isso, pode desconhecer tais leis. Por outro lado, entende-se que até pouco tempo não se tinha a cultura da bicicleta além do lazer, fato que não a incluía nas instruções de direção. Por meio de pesquisa de campo, com utilização de formulários, questionários e entrevistas, busca-se identificar quais as principais variáveis que podem inviabilizar o potencial de Niterói para se tornar uma cidade Bike Frendly.

OS IMPACTOS DO BRT TRANSCARIOCA NA MOBILIDADE URBANA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

Gabriel Tenembaun de Oliveira e Iuri Barroso de Moura

Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento - ITDP Brasil

O BRT TransCarioca, no Rio de Janeiro, é o segundo dos quatro corredores de Bus Rapid Transit projetados para a cidade a ser inaugurado. Em operação desde junho de 2014, este corredor cria a primeira ligação transversal da capital, integrando-se a linhas de metrô e trem e atendendo bairros consolidados, mas historicamente carentes de sistemas de transporte de alta qualidade.
Considerando sua importância, este estudo teve por objetivo analisar o impacto da operação do BRT TransCarioca na mobilidade urbana do Rio de Janeiro, especificamente em relação a alterações causadas nos padrões de mobilidade de seus usuários, na qualidade do serviço prestado, nas despesas com transporte e nas emissões atmosféricas da cidade.

Para tal, desenvolveu-se uma pesquisa de campo em dezembro de 2014, por meio da realização de 1.005 entrevistas com usuários do sistema. Os impactos associados à operação do BRT TransCarioca foram significativos e claros. Em termos de padrões de mobilidade houve ganho médio de tempo de 38 minutos por viagem e aumento dos trechos motorizados para acesso ao sistema após a reorganização de linhas de ônibus. A maior parte dos usuários entrevistados veio do próprio sistema de transporte público: apenas 4% declarou realizar viagem similar em automóvel particular antes do BRT. O sistema foi avaliado positivamente por 66% dos entrevistados; há porém alguns itens que merecem atenção (lotação e integração com linhas alimentadoras). Não houve na percepção dos usuários impacto nos custos. Deve-se notar que 20% não realizava viagem com trajeto similar antes do BRT, indicando uma possível indução de viagens pelo sistema. O resumo aqui proposto visa apresentar os resultados principais da pesquisa empreendida, sob a forma de pôster.

A partir dos resultados obtidos, foram concebidas as seguintes recomendações para o sistema e para a potencialização de seus impactos positivos: (i) ajustes operacionais na frequência para responder à superlotação e aumentar a confiabilidade do sistema; (ii) aprimoramento da integração com modos de transporte ativo (caminhada e bicicleta) para mitigar impactos de viagens motorizadas nos trechos complementares; (iii) promoção da integração tarifária com o Metrô; (iv) adoção de medidas de desenvolvimento urbano orientado ao transporte para desenvolver centralidades amigáveis à caminhada e pouco dependentes do automóvel. O corredor, já de grande relevância para a cidade, deve ser visto não somente como uma solução isolada de mobilidade para as áreas que atende, mas como um eixo indutor de desenvolvimento urbano capaz de contribuir para a consolidação de uma cidade mais justa e equilibrada em termos sociais e ambientais.

A LEI DOS CAMINHONEIROS: UM ESTUDO SOBRE SEUS IMPACTOS NOS CUSTOS OPERACIONAIS DAS TRANSPORTADORAS DE CARGAS RODOVIÁRIA E MOTORISTAS AUTÔNOMOS DA REGIÃO SUDESTE.

Aline Santiago da Silva Santos e Aurélio Lamare Soares Murta
PPGAD/UFF

O transporte rodoviário de cargas é considerado o principal intermediário entre as áreas de produção, industrial e agrícola, e de consumo no Brasil. De toda a produção nacional, 61,1 % são distribuídos por meio da sua extensa malha de rodovias, o que confere ao transporte rodoviário de cargas uma significativa e importante participação no desenvolvimento econômico do país. São impasses do setor, as deficiências na estrutura e as relações de trabalho, estas resultam da falta de investimentos em infraestrutura e regulamentação eficaz. Atualmente o setor passa por um processo de transição após a aprovação da Lei 13.103/2015 – Lei dos Caminhoneiros. A lei possui dissonâncias e inconstitucionalidades, fatores que tem afetado diretamente a operação entre empresas transportadoras e motoristas autônomos.

Por entender que a eficácia da Lei em vigor, depende da atuação presente do Poder Público, o objetivo deste projeto está em analisar os impactos nos custos operacionais dentro do setor de transporte rodoviário de cargas nas atividades das empresas transportadoras e, motoristas autônomos rodoviários de carga da Região Sudeste, a saber, no trecho São Paulo – Rio de Janeiro. A nova Lei trará benefícios à sociedade, assegurando a redução de acidentes nas estradas, todavia, em contrapartida está a oneração dos custos operacionais para as empresas e trabalhadores autônomos, visto que parte dos custos pertinentes à Lei serão de responsabilidade destes.

Por entender que a lei em vigor aponta para eixo temático de políticas públicas de infraestrutura, a temática a ser abordada nesta pesquisa está inserida na sociologia da regulação, a partir da perspectiva funcionalista, na qual se analisará o status quo e a ordem social dos fatos. Para que a análise seja realizada de forma distinta e ao mesmo tempo interativa, neste estudo serão aplicados simultaneamente, os métodos quantitativo e qualitativo. O estudo propõe que a partir das informações quantitativas que serão levantadas durante a pesquisa poderão ser elaborados diagnósticos qualitativos do objeto observado.

APLICAÇÃO DO MODELO TEEMP PARA A ESTIMATIVA DE ABATIMENTO DE EMISSÃO DE POLUENTES OCASIONADA PELA SISTEMA BUS RAPID TRANSIT –BRT

Eneliza Camila de Oliveira, Jose Alberto Barroso Castañon e Fabiano César Tosetti Leal

Engenharia Sanitária e Ambiental - UFJF

A cidade de Juiz de Fora, localizada na Zona da Mata de Minas Gerais, tem uma população de 516.247 habitantes e, apesar de seu médio porte, enfrenta problemas de trânsito semelhantes aos de cidades de grande porte. Um dos principais motivos dos problemas no trânsito da cidade é a desorganização e subutilização do transporte público urbano.

Seiscentos ônibus atendem a nove milhões de passageiros por mês, com a grande maioria dos itinerários se concentrando nas vias centrais da cidade. Estudo realizado pela Secretaria de Transportes da cidade concluiu que, nos horários de pico, a velocidade média em uma das principais vias não ultrapassa 4 km/h.Uma solução tecnicamente viável é a implementação do sistema bus rapid transist - BRT. Sabe-se que este sistema é passível de uso em cidades com características diversas e economicamente mais vantajoso que outros sistemas de transporte público de massa. Muitos exemplos comprovam as melhorias sociais e econômicas, enquanto as ambientais ainda são menos avaliadas.

Este trabalho apresenta a fase inicial de um estudo que tem por objetivo a utilização do Transportation Emissions Evaluation Model for Projects – TEEMP desenvolvido pelo Institute for Transportation and Developmnet Policy para estimar o abatimento de emissão de poluentes na cidade, caso o sistema BRT seja implementado. O modelo é gratuito e disponível no site Global Environment Facility. Para a realização de tal estimativa o TEEMP compara as emissões de um cenário base, sem a implementação do projeto em questão, com o cenário pós-projeto construído levando em consideração um horizonte de 20 anos. Existem dois métodos de avaliação permitidos pelo modelo, a escolha depende da quantidade de dados que o usuário possui. No Short Cut BRT Method os dados de sistemas BRT já implementados são usados para uma estimativa do projeto que se deseja avaliar. O Full Scenario Method requer do usuário a inserção de mais dados sobre o projeto, sendo assim uma estimativa melhor do abatimento nas emissões.

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO AR COM A IMPLANTAÇÃO DO BUS RAPID SERVICE (BRS) EM COPACABANA-RJ

Laiza Molezon Soares, Márcio Cataldi, Luciana Maria Baptista Ventura
Gerência da Qualidade do Ar – INEA e Departamento de Engenharia Agrícola e Ambiental – UFF

Objetivou-se com este estudo, avaliar o impacto na qualidade do ar no bairro de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, após a implantação do novo sistema de transporte, Bus Rapid Service (BRS). Os dados dos poluentes atmosféricos (PM10, SO2, O3 e CO) e das condições meteorológicas locais (temperatura, umidade relativa, intensidade de radiação, precipitação, direção e velocidade do vento) foram monitorados pela estação automática Arcoverde, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro (SMAC), no período de 2010 a 2014. Os índices anuais de qualidade do ar foram comparados com o período anterior e posterior a implantação do BRS (2011). Além disso, foram calculados as reduções anuais das concentrações dos poluentes e seus atendimentos a legislação ambiental (Resolução CONAMA nº 03/90).

Após a implantação do BRS, verificou-se uma redução das concentrações máximas diárias de dióxido de enxofre (SO2) de 66% em 2011 e 54% em 2012 e 2013, quando comparado aos valores medidos em 2010. Os dados relativos a 2013 também revelaram que as concentrações máximas diárias de ozônio (O3) tiveram redução de 45%, bem como o número de violações ao padrão de qualidade do ar reduziu 94% de 2010 para 2012. Na contramão das reduções, a concentração máxima diária de material particulado inalável (PM10) caiu apenas 2%.

Devido à ausência de dados de anos anteriores a 2011, o estudo limitou-se a comparar os resultados referentes ao ano de 2010, que apresentou padrão atípico na intensidade dos ventos, o que pode ter contribuído para o aumento das concentrações dos poluentes atmosféricos, sendo esta uma limitação para realização da pesquisa.

Como sugestão para trabalhos futuros, têm-se a adoção de análises estatísticas, e realização de estudos complementares. Além da aquisição de dados mais precisos da frota circulante em Copacabana. Este estudo trata-se da primeira avaliação ambiental de um sistema de transporte coletivo inovador, Bus Rapid Service (BRS), inicialmente implantado na cidade do Rio de Janeiro em 2011, que vêm sendo gradativamente ampliado, cujo seu objetivo principal era melhorar a mobilidade urbana dos cidadãos cariocas, mas que também apresentou benefícios na qualidade do ar local.

AVALIAÇÃO SOB A ÓTICA DO PASSAGEIRO DA QUALIDADE DO TRANSPORTE PÚBLICO POR ÔNIBUS REFERENTE À LINHA 936: CAMPO GRANDE – CIDADE UNIVERSITÁRIA (ILHA DO FUNDÃO)

Victor Hugo Souza de Abreu e Sandra Oda

DET/UFRJ

O transporte público representa o meio de integração necessário ao desenvolvimento das atividades econômicas e sociais no contexto urbano e precisa ser priorizado para redução dos graves problemas de mobilidade urbana existentes nas cidades brasileiras, como o aumento dos congestionamentos, do número de acidentes, da poluição atmosférica, da poluição sonora, do consumo de combustível, etc. Dessa forma, precisam ser estudados mecanismos de melhoria da qualidade do serviço prestado, necessários ao desenvolvimento continuo do setor.

Nesse sentido, foram desenvolvidas diversas pesquisas de campo e de opinião dos habituais usuários do serviço prestado pela linha de ônibus 936 que conecta Campo Grande a Cidade Universitária (Ilha do Fundão) a partir dos padrões de qualidade do transporte público, a fim de determinar as principais dificuldades encontradas pelo passageiro, no seu dia a dia, e propor ações que busquem aumentar a qualidade do serviço.

A contribuição deste estudo está no fornecimento de informações que auxiliem os planejadores no oferecimento de um serviço de transporte coletivo capaz de atender às expectativas dos usuários, inclusive dos portadores de deficiência física, idosos e gestantes.

DE JUIZ DE FORA A FURTADO DE CAMPOS: O RAMAL DA ESTRADA DE FERRO LEOPOLDINA

José Alberto Barroso Castañon, Kelly Dias Tagliati, Marina Pyrâmides Barbosa
UFJF

O presente trabalho apresenta a pesquisa em andamento sobre o ramal Furtado de Campos a Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, da Estrada de Ferro Leopoldina.

A Estrada de Ferro Leopoldina – EFL, inaugurada em março de 1872, com a presença do Imperador D. Pedro II, para ligar a cidade de Porto Novo do Cunha, nas margens do Rio Paraíba, à cidade de Leopoldina, na Zona da Mata de Minas Gerais tinha por objetivo alcançar Minas Gerais como prolongamento da Estrada de Ferro Dom Pedro II, que chegava a Porto Novo do Cunha vindo do Rio de Janeiro. Várias pequenas empresas ferroviárias que ligavam os trilhos da ferrovia a cidades próximas foram incorporadas pela Estrada de Ferro Leopoldina. O ramal Furtado de Campos a Juiz de Fora originou-se da fusão de duas dessas ferrovias: a Cia. Estrada de Ferro Juiz de Fora a Piau e a Cia. Estrada de Ferro Ramal de Rio Novo. O último trem saiu da estação de Juiz de Fora em janeiro de 1972 e, dois anos depois, o ramal foi suprimido pela RFFSA. Justifica-se o interesse pela linha compreendida entre Juiz de Fora e Furtado de Campos pelo fato de existirem poucos relatos e pesquisas sobre esse trecho que contribuiu fortemente para o desenvolvimento da região.

A pesquisa faz parte de um grande projeto dividido em três etapas, a saber: fase 1: histórica – levantamento histórico, documental e bibliográfico da EFL, que vem sendo executado desde os meados de 2012. Além do levantamento histórico da ferrovia, busca-se analisar como a memória ferroviária foi e tem sido tratada na fase 2, que ora se inicia e que visa a identificação e caracterização dos edifícios e material rodante da ferrovia, material trabalhista de seus funcionários, identificação das pessoas que trabalharam no ramal e confecção de um documentário filmográfico para contar essa história. Finalmente, a fase 3 visa a proposição de um projeto para reimplantação da ferrovia, no leito existente, de forma a atender a região no transporte de passageiros e cargas atendendo, inclusive, ao Aeroporto Regional da Zona da Mata, como meio de acesso e de transporte de cargas. O projeto vem se desenvolvendo com a participação de alunos dos cursos de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo, ligados ao NEST – Núcleo de Ergonomia, Sustentabilidade e Transportes da Faculdade de Engenharia da UFJF.

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO NO ESPAÇO ESCOLAR: UM OLHAR PARA A REALIDADE DO JOVEM

Ingrid Sandy Mendes, João Paulo Azevedo, Antônio José Prata Amado da Silva, Rubens Martins Campos, Agmar Bento Teodoro

Centro Federal de Educação Tecnológica de MG

O trânsito faz parte do cotidiano das pessoas desde que nascem, sejam como pedestres, passageiros e, mais tarde talvez, condutores de veículos. Em um lugar onde todos têm a necessidade de transitar é inevitável a existência de disputa por espaço. Essa disputa mostra-se cada vez mais perigosa, com o número de acidentes cada vez maior e é nesse cenário que se percebe a necessidade de medidas que diminuam tamanha agressividade no trânsito.

Muitas pessoas recebem instruções sobre como se portar no trânsito somente quando vão obter sua Carteira Nacional de Habilitação quando, na verdade, estão inseridos no meio desde a mais tenra idade, seja como pedestres ou passageiros. Sendo assim, os Centros de Formação de Condutores se encontram na árdua tarefa de educar em um curto espaço de tempo e quando as pessoas já trazem consigo uma concepção pré-formada sobre o que é o trânsito e como se portar nele, que, muitas vezes, não é a correta. Apesar das recomendações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e das Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito, para a inclusão da Educação de Trânsito no ensino regular, as ações presentes, neste sentido, no Brasil, ainda são incipientes.

Por meio do estudo em questão, busca-se desenvolver uma ação de Educação de Trânsito, a ser aplicada à alunos do ensino médio de uma escola pública, com o propósito de diminuir as inadimplências cometidas no trânsito. Para tal, será feito um estudo de caso em uma escola na cidade de Belo Horizonte.

Já foi realizado um levantamento sobre quais ações são realizadas pelos principais órgãos que compõem o Sistema Nacional de Trânsito, em Belo Horizonte e em algumas capitais brasileiras, com o objetivo de embasar a ação que está sendo desenvolvida por esse estudo. A revisão bibliográfica acerca do assunto, para que possa subsidiar o desenvolvimento da metodologia a ser aplicada, se encontra em andamento.

ESTUDO DE VIABILIDADE PARA A IMPLANTAÇÃO DO BRT NA BAIXADA FLUMINENSE: CASO DE NOVA IGUAÇU-RJ

Vitor Ramos Moreira; Herlander Costa Alegre da Gama Afonso
CEFET/RJ – UnED Nova Iguaçu

A solução dos problemas da mobilidade urbana constitui um dos maiores desafios para os governos e as autoridades de planejamento e gestão urbana, pois afeta significativamente a qualidade de vida da população. De acordo com o disposto na Seção 1, artigo 4º, inciso II, da lei 12.587/12, a mobilidade urbana trata da condição em que se realizam os deslocamentos de pessoas e cargas no espaço urbano. Isto inclui, portanto, todos os meios e serviços utilizados para realizar estes deslocamentos, quer sejam feitos por meios de transporte motorizados ou não-motorizados quer por serviços coletivos ou individuais (MINISTÉRIO DAS CIDADES, 2006a).

Em uma análise do panorama brasileiro através de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), Shwanen (2013) destacou a importância do tempo de deslocamento pendular para as decisões em políticas urbanas e de transporte, tendo associado o bem-estar das pessoas aos níveis de congestionamento das cidades.

No Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, assistem-se diversas iniciativas pró-mobilidade urbanas tendentes a prover melhor qualidade aos serviços oferecidos à população, tais como o Bus Rapid Service - BRS, Bus Rapid Transit - BRT, Veículo leve sobre trilhos - VLT além da expansão do metrô. De acordo com Branco (2013), o BRT é um sistema de transporte coletivo onde ônibus circulam em vias exclusivas, oferecendo um “serviço rápido, eficaz, confortável e a custos moderados”. Dessa forma buscam-se conciliar as características do sistema metro-ferroviário à flexibilidade do transporte coletivo rodoviário, além de contar com um custo acessível à grande maioria das cidades que apresentam deficiências em mobilidade.

Não obstante, na região denominada Baixada Fluminense, estes iniciativas ainda são bastante tímidas, impondo grandes sacrifícios à população. É o caso de Nova Iguaçu, que em termos territorial, é o maior um município da Baixada Fluminense e representa o segundo maior produto interno bruto da região.

Esta pesquisa tem por objetivo geral, apresentar uma análise da viabilidade econômico-financeira sobre a implantação do subsistema BRT no município de Nova Iguaçu. Portanto, em termos metodológicos, a pesquisa é essencialmente exploratória, bibliográfica e de estudo de caso, posto que trata de um estudo do subsistema BRT em Nova Iguaçu. Espera-se, portanto, o estudo apresente alguns cenários viáveis para a sua implementação, capaz de trazer grandes benefícios para a população, bem como a inauguração de novas tecnologias de transportes para a Baixada Fluminense aplicada a soluções de problemas de mobilidade urbana.

IMPACTO DE VEÍCULOS DE GRANDE PORTE NA VELOCIDADE MÉDIA DE UMA VIA EXPRESSA

Marina Leite de Barros Baltar e Rafaela Dias Romero
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Qualquer interferência em vias de fluxo elevado pode causar aumento no tempo de viagem e provocar atrasos. Este trabalho tem como objetivo analisar a relação entre a proporção de veículos de grande porte e a velocidade média em uma via expressa. Foi utilizado como estudo de caso o Túnel Santa Bárbara, uma importante ligação entre a Zona Sul e o Centro da cidade, que conta com duas faixas de rolamento por sentido. Após a obtenção dos dados necessários, como o levantamento dos fluxos separados por porte veicular e a velocidade média na via, foi utilizada uma regressão linear para gerar o modelo e outras análises estatísticas para demonstrar sua robustez. Como resultado, obteve-se a comprovação de que a cada 1% de aumento na proporção de veículos de grande porte no fluxo da via, pode-se esperar uma redução de 7,78% na velocidade média do Túnel Santa Bárbara.

MODELOS DE PREVISÃO DE ACIDENTES EM RODOVIAS E MEDIDAS DE REDUÇÃO DE ACIDENTES

Daniel de Almeida Moratori, Fabrício Souza Dias, José Alberto Barroso Castañon, Edgar Ricardo Ferreira
Ambiente Construído – PROAC/UFJF

O alto índice de acidentes de trânsito é uma preocupação das autoridades e se faz tema recorrente dentro da literatura da área de engenharia de transportes, por sua trágica estatística, tamanha representatividade em fatalidades e mortalidades em todo mundo, por isso se faz necessário medidas para redução das mortes e seus acidentados. A análise dos dados de acidentes em estrada tem sido muito utilizada como base para influenciar projetos de rodovias e monitoramento de veículos, bem como dirigir e executar uma ampla variedade de políticas regulatórias que visam melhorar a segurança. A previsão do resultado de alguma modificação, ou mesmo da conservação das condições atuais tem importância indispensável em praticamente todas as áreas de atuação. Surge, com isso, uma variedade de métodos que tem como objetivo a previsão da ocorrência de acidentes de trânsito sob determinadas circunstâncias. Os Modelos de Previsão de Acidentes (MPA’s) determinam o valor esperado de uma taxa de acidentes, em função de determinadas variáveis que possuem influência significativa para que os acidentes aconteçam, em uma unidade de tempo e um local pesquisado. O presente trabalho apresenta uma pesquisa em andamento que faz uma investigação exploratória das diversas formas de modelos de previsão de acidentes existentes e sua aplicabilidade aos mais diversos locais, visando o aprimoramento de futuros modelos. Esta pesquisa tem como objetivo avaliar os modelos de previsão de acidentes em rodovias e identificar medidas de redução de acidentes. Através de revisão bibliográfica foram analisados o modelo de distribuição de Poisson, distribuição binomial negativa, distribuição Poisson-lognormal, Modelo de Regressão Generalizada, Equações de Estimação Generalizadas, Modelos Zero Inflacionados, como também o modelo de previsão de acidentes apresentado no Highway Safety Manual (HSM). Esses modelos refletem as características locais dos seus dados de origem, o que traz um nível de questionamento em relação à validade desses modelos para outras realidades, principalmente para o Brasil. Nesse ínterim, surgem medidas que indicam novas propostas para escolha desses modelos de acordo com o universo analisado. Conforme constatado, a utilização de MPA's tem como objetivo determinar o número esperado de acidentes de trânsito em um local determinado, utilizando modelos estatísticos que resultam na estimativa da frequência com que os acidentes ocorrem, considerando determinadas condições aplicadas nas mais distintas jurisdições, sendo desejável investir esforços no desenvolvimento de modelos específicos para cada território.

OS DISPOSITIVOS DE DRENAGEM COMO ELUCIDAÇÃO AOS ACIDENTES OCASIONADOS POR AQUAPLANAGEM NA BR 050: UM ESTUDO DE CASO ENTRE UBERABA E UBERLÂNDIA

Jéssica Carolina Alves da Silva, Natália Harumi Nishicava, Luís Cesar de Oliveira
Universidade de Uberaba – Uniube

Este projeto tem como finalidade estudar o trecho na BR050 entre Uberaba e Uberlândia, visto que há um índice considerável de acidentes devido à aquaplanagem. Em diversos pontos isso acontece devido ao acúmulo de água em função da obstrução de canaletas e bueiros, aspectos particulares de cada dispositivo, sua localização e posicionamento e/ou por erros de execução no quesito de terraplenagem. Ainda, para este estudo, serão levados em considerações fundamentos teóricos relativos ao movimento da água nos solos, que servem de suporte ao entendimento do fenômeno da percolação, bem como cálculos para dimensionamento hidráulico.

Além dos possíveis problemas apontados anteriormente, outro fator causador da aquaplanagem é o excesso de velocidade. Durante uma forte chuva, a lamina d’água sobre o pavimento associada à velocidade do veículo pode causar a perda de aderência dos pneus causando assim a aquaplanagem. Estatística de acidentes desta natureza pode ser obtida junto a PRF e a mesma pode coibir tais acidentes fazendo uma fiscalização mais ostensiva nestes trechos elucidados, mas esta alternativa está a cargo das leis de tráfego.
Como visto anteriormente, o nosso estudo está focado no sistema de drenagem por ser o principal meio para escoamento da água da chuva, essencial para um bom desempenho de uma via e nos acidentes causados por degraus formados na pista devido às várias reformas do pavimento.

Em 2014, após o início da privatização da BR050, a concessionária MGO - Concessionária de Rodovias Minas Gerais Goiás S/A, identificou os pontos de acúmulo de água em função da obstrução de canaletas e bueiros e realizaram a limpeza e/ou desobstrução dos dispositivos de drenagem.

Ainda sim, acidentes de aquaplanagem continuam acontecendo entre os quilômetros 157 e 160. Desta forma focamos o nosso estudo nestes trechos, para tal pedimos e estamos aguardando permissão da concessionária MGO para fazer um levantamento topográfico das seções, visto que o desnível da pista se encontra em uma única direção ou seja a água escorre do acostamento para o canteiro central, atravessando toda a pista, visto que o desnível da pista se faz neste sentido.

Outro ponto de fundamental importância neste estudo se encontra nos retornos que possuem bordas altas onde se confina água e provocam um acúmulo de água que transbordam para as faixas de rolamentos.
Ao final deste projeto de pesquisa serão apresentadas medidas para os melhoramentos na funcionalidade deste trecho proporcionando principalmente a segurança dos usuários da BR-050 entre Uberaba e Uberlândia.

O USO DE BORRACHA EM LIGANTES ASFÁLTICOS PARA PAVIMENTAÇÃO DE RODOVIAS NO ESTADO DE MINAS GERAIS

Álvaro José Dias, Aline Brito de Paula, Geraldo Gouveia Franco Neto, Matheus Sousa Bernardes e Roberta Afonso Vinhal Wagner
PET/COPPE/UFRJ

Hoje o Brasil possui uma malha rodoviária extensa e importante para o processo de transporte, abastecimento e a logística entre as regiões. Destaca-se neste contexto a região Sudeste, pois apresenta a maior malha rodoviária do país. E as condições das estradas não condizem com essa realidade.

No estado de Minas Gerais há mais de 7689 km de rodovias federais, sendo as mesmas as que se encontram em situações críticas de conservação e manutenção. De acordo com um levantamento feito pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em 2010, 27,5% das estradas controlados pela União no Estado estão em condições ruins ou péssimas. Uma estatística lamentável para o Estado de Minas Gerais, pois o mesmo possui o maior número de rodovias federais em sua área.

As pesquisas recentes da Associação Brasileira de Prevenção dos Acidentes de Transito mostra que o número de mortos nas rodovias federais no estado de Minas Gerais em 2010 foi de 1356, e em 2011, 1277 pessoas morreram. Só em Belo Horizonte foram 217 mortos. Mesmo com a leve diminuição do número de mortos nas rodovias federais no estado de Minas Gerais o número assusta, proporcionando uma reflexão acerca da necessidade de uma solução para a melhoria das estradas.

O Estado necessita de uma técnica que represente economia e que seja viável tecnologicamente. A utilização de pneumáticos em ligantes asfálticos para pavimentação de rodovias é um processo promissor e com grandes perspectivas no âmbito tecnológico e ambiental.

O uso de materiais ecologicamente corretos na construção civil transforma a realidade de uma sociedade globalizada que passa por novas perspectivas com relação ao uso de técnicas que degradam o meio ambiente. O nosso planeta hoje passa por um momento de sensibilização, sabendo da importância do uso dos recursos naturais de forma sustentável e não predatória.
Por conseguinte, o objetivo do referido projeto é estudar o uso dessa técnica no estado de Minas Gerais. Analisando sua viabilidade, criando a gestão de um resíduo importante que é o pneu inservível e, ao final, constatar seus benefícios no que diz respeito a mecânica do asfalto, a economia e ao meio-ambiente.

PANORAMA BRASILEIRO E MUNDIAL DA GESTÃO DE VELOCIDADES EM RODOVIAS

Ana Cristina Junqueira Ribeiro, Liércio Feital Motta Jr., José Alberto Barroso Castañon e Edgar Ricardo Ferreira
PROAC/UFJF

O alto número de acidentes fatais e que causam lesões graves, juntamente com o crescimento da motorização das populações traz à tona a preocupação quanto a segurança nas estradas.A alta velocidade, incompatível com a via, é universalmente reconhecida como um dos principais fatores causadores de acidentes no trânsito. É neste contexto em que a gestão de velocidade em rodovias se torna cada vez mais importante no Brasil e no mundo. O objetivo principal deste estudo, partindo do conhecimento das bases fundamentais de um sistema de gestão de velocidade em rodovias, é apresentar o panorama mundial a cerca da utilização e implantação destes sistemas e dos elementos que o compõem, e compará-los com o que está sendo executado atualmente no Brasil. Para tal o estudo terá como metodologia a revisão bibliografia da literatura existente sobre sistemas de gestão de velocidade em rodovias, a fim de obter informações sobre os elementos constituintes do sistema, adotados em diversos países. A revisão bibliográfica tem por finalidade balizar a análise comparativa entre o panorama mundial e o brasileiro no tocante a gestão de velocidade em rodovias. O sistema de gestão de velocidades está em muitos casos incluso ou atrelado ao sistema de gestão de segurança de rodovias, o qual é mais amplo e envolvem varias esferas da sociedade como órgãos governamentais, entidades da sociedade civil, usuários do sistema de transportes, entre outros. O sistema de gestão de segurança está dividido em três níveis:funções de gestão institucionais, intervenções e resultados, utilizando uma forte base de dados estatísticos para alimentar e subsidiar suas ações. Na análise isolada dos elementos do sistema de gestão de velocidades, verifica-se a inoperância ou redução dos efeitos de ações isoladas, o que cria uma necessidade de ações conjuntas para atingir as metas almejadas pelo sistema. Em países cuja segurança em rodovias já é foco de estudos e de aplicações práticas, temos sistemas de gestão de velocidade complexos e organizados, com metas audaciosas, como o caso da Suécia e seu sistema de “Visão Zero”, e a Holanda com uma visão baseada na segurança sustentável. Outros países pelo mundo fazem a gestão de velocidade parcialmente, com poucas e isoladas ações, não formalizando um sistema centrado e gerenciado, o que o torna menos eficiente. Dentre estes países está o Brasil, onde a gestão de velocidade é feita através do controle de velocidade, especificado a partir do Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), no qual dispõe sobre orientação e padronização dos procedimentos de instalação, operação e manutenção dos equipamentos eletrônicos de controle de velocidade, para as empresas contratadas para instalação destes equipamentos.

POTENCIAL DA CAPACIDADE OPERACIONAL COM MAXIMIZAÇÃO DOS BENEFÍCIOS DE UM CORREDOR DE TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS – APLICAÇÃO AO CORREDOR AÇAILÂNDIA – BARCARENA

Jéssyka Wisnieski Souza e Hostilio Xavier Ratton Neto
PET/COPPE/UFRJ

O modelo alternativo de concessões ferroviárias, previsto no pacote de medidas de agosto de 2012 e modificado em junho de 2015, tem esbarrado na dificuldade de atrair interessados, mesmo com a garantia da compra de toda a capacidade pela Valec, e tem contribuído, portanto, para o atraso do desenvolvimento do setor ferroviário brasileiro. A realidade se contrapõe, porém, com a importância do setor para o transporte de cargas e para a economia do país. Assim, a pesquisa em desenvolvimento busca avaliar o potencial de transporte em um corredor ferroviário sob a óptica econômica e financeira com o diferencial de aplicar novas percepções e incorporar a associação de centros de atividades logísticas que agregam valor aos produtos circulantes na ferrovia e, ainda, a combinação de iniciativas pública e privada para o desenvolvimento regional nas adjacências do corredor como forma de maximizar seus benefícios econômicos, financeiros e fiscais.
O trecho Açailândia-Barcarena da Ferrovia Norte Sul foi escolhido para o estudo a fim de analisar a viabilização do transporte de carga no corredor e, adicionalmente, atrair interesse na concessão do trecho cujo processo de licitação está parado por falta de interessados. Essa ligação ferroviária integra o Programa de Investimento em Logística (PIL) do governo federal e deverá constituir-se em nova artéria para escoamento da produção de açúcar, milho, etanol, soja e seus subprodutos, bem como proporcionar uma nova logística regional de transporte de minério de ferro e o desenvolvimento da exploração de outros minerais, viabilizando os embarques pelo Complexo Portuário de Vila do Conde/PA.

Para o objetivo descrito, a pesquisa está estruturada para o atendimento das seguintes etapas: a) determinação das potencialidades da área de influência do empreendimento; b) determinação do potencial de agregação de valor aos fluxos de transporte; c) previsão de demanda de cargas a ser escoada pelo corredor; d) dimensionamento da oferta de transporte; e) levantamento de receitas, custos e demais despesas; f) avaliação econômica e financeira.

Com as três primeiras etapas parcialmente desenvolvidas, nota-se a vocação de algumas áreas no Estado do Pará que podem contribuir para o aumento da capacidade do corredor, e ainda, a existência de projetos de plataformas logísticas nas proximidades da Ferrovia Norte-Sul que podem agregar valor aos produtos circulantes. Ao final dos estudos, espera-se que os resultados permitam a implantação de um projeto de desenvolvimento regional associado ao corredor ferroviário, viabilizado pela potencial geração de benefícios econômicos, financeiros e fiscais que sirvam de atração de interessados na sua concessão. Espera-se, ainda, contribuir para uma melhor compreensão das necessidades de investimentos no setor ferroviário, motivando a busca por melhorias e por impactos positivos sobre o desenvolvimento econômico com reflexos, inclusive, no campo social.

MODELOS DE PREVISÃO DE FLUXO E TEMPO DE VIAGEM EM ÁREAS CONGESTIONADAS

Jeison dos Santos Lima, Rebeca Lemos de Carvalho Maffra e Paulo Cezar Martins Ribeiro
PET/COPPE/UFRJ

O aumento acelerado dos congestionamentos tem se tornado um grande problema nas cidades de todo mundo. Em vista disso, vem sendo estudado suas causas, consequências e possíveis soluções que façam com que este quadro seja entendido e amenizado.

Esta pesquisa, que leva em conta a rede viária do Centro da Cidade do Rio de Janeiro - formada por 51 interseções semaforizadas ao redor de suas principais vias: Avenida Presidente Vagas, Avenida Rio Branco - tem como objetivo geral o desenvolvimento de técnicas e modelos capazes de aumentar a mobilidade e atenuar os congestionamentos nas áreas urbanas. Para isto, haverá uma comparação entre as medições de volume de tráfego, codificadas nos estudos passados (2004 - 2009) com o atual (2014). Anteriormente, era utilizado o micro-simulador TRAFNETSIM (TSIS- CORSIM), já nesta pesquisa será feita uma migração deste software para um mais atual e reconhecido mundialmente, o VISSIM. Ambos são instrumentos para avaliação das estratégias de melhoria dos níveis de saturação das vias.

Especificamente, o objetivo desta pesquisa é a construção de modelos de previsão de volumes de tráfego e tempos de viagem de curto prazo e avaliação da eficiência das técnicas para mitigar os congestionamentos. Isto será feito levando em conta a tendência mundial das três principais estratégias para lidar com tal problemática: I - aumento da capacidade; II - uso eficiente da capacidade existente, e; III - mudanças nas viagens e no uso do solo.

Neste projeto será analisado o impacto dos recém implantados corredores exclusivos para transporte coletivo, denominados BRS (Bus Rapid Service), locados nas Avenidas Presidente Vargas e Rio Branco. Também serão investigadas as experiências internacionais em programas de fomento e ordenamento das aplicações da telemática nos transportes que poderão ser eficazes na redução dos congestionamentos, como Gerenciamento de Tráfico e das Viagens, Gerenciamento do Transporte Público, Informações aos Usuários, Pagamento Eletrônico, entre outros, para uma conclusão mais precisa sobre o tema.

MOSAICO DA PARTICIPAÇÃO: CONTRIBUIÇÕES DO ITDP BRASIL PARA CONSTRUÇÃO DO PLANO DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL DO RIO DE JANEIRO

João Pedro Maciente Rocha e Clarisse Linke
Instituto de Políticas de transporte e Desenvolvimento - ITDP Brasil

É cada vez mais recorrente a participação da sociedade civil nos processos de construção e reformulação das políticas públicas do Rio de Janeiro. Desde 2012, o Brasil possui uma Política Nacional de Mobilidade Urbana onde determina-se que municípios acima de 20 mil habitantes devem criar seus respectivos planos de mobilidade urbana seguindo as diretrizes expressas no plano federal. Com isso, a Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou o processo de elaboração do seu plano de mobilidade, denominado Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) em janeiro de 2015. Para sua construção foi contratado um consórcio de empresas que trabalharão para entregar o plano em outubro do mesmo ano.

A partir desta construção, o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil), vem contribuindo ativamente através de atividades colaborativas envolvendo sociedade civil, organizações não governamentais, coletivos, universidade, ativistas sociais e demais atores interessados na temática de mobilidade urbana. Desta forma, objetiva-se aqui apresentar estas contribuições a fim de evidenciar uma gama de possibilidades onde a participação, entendida como a influência dos indivíduos na organização de uma sociedade, se faça presente no âmbito da formulação de políticas públicas de transporte urbano, formando então o que chamo de mosaico da participação.

Destaca-se como contribuições do ITDP: o encontro “Que mobilidade queremos para nossa cidade?”, que construiu um relatório com uma visão compartilhada da mobilidade para o Rio; o encontro “Política Cicloviária do Rio – Como queremos avançar?” que resultou em um documento com uma visão para a promoção do uso da bicicleta no Rio de Janeiro, com sugestão de diretrizes e ações detalhadas para nortear e integrar a política cicloviária da cidade;e a realização do encontro “Ciclo Rotas App” realizado com objetivo de criar uma ferramenta que permita coletar contribuições dos usuários de forma digital e dar suporte à expansão da rede cicloviária.

Para concluir é importante ressaltar que a participação tem diversas limitações quanto a sua abrangência e impacto, visto que não é possível garantir que a opinião de todos os cidadãos seja representada através de uma atividade, assim como não é possível garantir que o produto gerado seja plenamente aceito, aplicado ou considerado na construção de determinada política pública. Desta forma o que o ITDP Brasil busca é contribuir na crescente diversidade das formas de participação, onde cada vez mais diversas vozes sejam ouvidas e as demandas da sociedade, na medida do possível, sejam atendidas.

INFLUÊNCIA DAS CAMPANHAS TELEVISIVAS DE SEGURANÇA NO TRÂNSITO NO COMPORTAMENTO DE MOTORISTAS E MOTOCICLISTAS

Yasmin Ruela Baptista, Agmar Bento Teodoro, Renato Guimarães Ribeiro
CEFET/MG

As grandes cidades brasileiras vêm enfrentando ao longo dos anos sérios problemas em relação aos acidentes de trânsito, seja pela quantidade, pela gravidade ou pelos custos impostos à sociedade. As medidas de segurança de trânsito são empregadas com a finalidade de evitar estes acidentes ou reduzir sua severidade, podendo ser veiculadas por meio de campanhas de conscientização no trânsito, com o intuito de levar os condutores a ter um comportamento adequado.

Este estudo visa levantar, na opinião de motoristas e motociclistas da cidade de Belo Horizonte, a influência das campanhas de conscientização e educação no trânsito, produzidas pelo DENATRAN e veiculadas na TV, no comportamento destes usuários. Para isso, faz-se necessário identificar quais as campanhas e conteúdos expressos nelas, apresentam maior potencial para induzir a um comportamento seguro dos motoristas e motociclistas.

Serão avaliadas campanhas com conteúdo chocante, emotivo, técnico-informativo e campanhas com pessoas famosas. O levantamento das informações será feito por meio de uma reunião com motoristas e motociclistas na qual estes participantes assistirão aos vídeos previamente selecionados e em seguida responderão a um questionário fechado através do uso de escalas de diferencial semântico.

Até o momento já foi feito o levantamento, análise e seleção dos vídeos que participarão da pesquisa. Está sendo realizada a revisão bibliográfica sobre a temática em questão, por meio de leitura de artigos relacionados à educação e segurança no trânsito e leituras das resoluções do CONTRAN a respeito da produção e veiculação das campanhas. As próximas etapas do trabalho consistirão na elaboração do questionário, que será aplicado aos entrevistados; tabulação e tratamento dos dados obtidos nas entrevistas; elaboração de artigo científico e exposição dos resultados obtidos em seminário para alunos e professores do Departamento de Engenharia de Transportes do CEFET-MG e em congresso na área de Engenharia de transportes.

DETECTOR DE CO/CO2/MH4 PARA CAMINHÕES UTILIZANDO-SE A PLATAFORMA DE PROTOTIPAGEM ARDUÍNO

Raiane Querino Coelho, Fabio Lopes Machado, Fabio dos Santos Gonçalves e Cíntia Machado de Oliveira
Universidade Severino Sombra – USS e Programa de Engenharia de Transportes – COPPE/UFRJ

Em virtude as mudanças climáticas, a qualidade do meio ambiente vem gerando grandes discussões, principalmente no que tange as emissões de gases do efeito estufa (GEE). Acredita-se que a partir da Revolução Industrial, a concentração de gases do efeito estufa, em particular dióxido de carbono (CO2) tem aumentado significativamente, e com isso acredita-se que o aumento da temperatura em escala global possui a estreita relação com o aumento da emissão de gases poluentes, principalmente dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) (Abbas, 2014). De acordo com o Quarto Relatório do Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC, 2007), a temperatura do planeta terra aumentou cerca de 0,5ºc nos últimos 50 anos. Cientistas acreditam que este aumento, pode ser em virtude a emissões de gases principalmente oriundos da queima de combustíveis fósseis. Segundo Abbas (2014), dentre os diversos setores que consomem combustíveis fosseis (primordial causa do aumento da concentração de CO2 na atmosfera) o setor de transporte pode ser considerado um importante ator como um dos maiores consumidores. Nesse contexto, consequentemente um dos maiores emissores de gases de efeito estufa. Estimar as emissões de gases deste setor é essencial para planejar medidas de redução destes poluentes.

A fim de reduzir as emissões de poluentes do ar, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), criou o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), que estabelece limites máximos das emissões de gases poluentes (CO, NOx, MP, RCHO, NMHC, CH4, N2O, CO2) (Sest/Senat, 2012). Adquirir equipamentos detectores de gases de efeito estufa pode gerar custos relativamente altos, desta forma, desenvolver soluções inteligentes utilizando dispositivos alternativos pode gerar economia. Esta pesquisa propõe a construção de um protótipo capaz de detectar gases de efeito estufa, esse será capaz de detectar e medir a quantidade CO2, CO, CH4 emitidas por caminhões. O protótipo utilizará o Arduino, plataforma de prototipagem eletrônica especificamente um pequeno computador onde se é possível programar para processar entradas e saídas entre os dispositivos e os componentes conectados a ele (Mcroberts, 2011). Optou-se por essa plataforma uma vez que vem viabilizando o desenvolvimento de dispositivos inteligente de baixo custo.

IDENTIFICANDO A EVOLUÇÃO HISTÓRICA E O PERFIL DOS VEÍCULOS ELÉTRICOS DE CARGA

Fabiana do Couto Assumpção, Cintia Machado de Oliveira, Marcio de Almeida D'Agosto
PET/COPPE/UFRJ

O transporte de carga é uma atividade vital para o desenvolvimento econômico da sociedade, no entanto, pode comprometer a qualidade de vida das pessoas, na medida em que é depende, quase que exclusivamente, dos combustíveis fósseis. Nesse contexto, a utilização de fontes de energia alternativas, pode vir a ser um caminho para a solução dessa problemática. Dentre as possíveis fontes de energia alternativas existentes, têm-se a possibilidade de utilização da energia elétrica para o transporte de carga, que pode ser gerada por meio de fontes renováveis (a força das águas e dos ventos, o sol e a biomassa). No Brasil, a opção mais utilizada e á hidráulica (força das águas), devido ao grande o número de rios.

Tendo em vista que o modo rodoviário é o mais utilizado para o transporte de carga, no Brasil e no mundo e, além disso, é o que mais consome energia por unidade de carga transportada, objetiva-se com este estudo realizar, primeiramente uma revisão bibliográfica narrativa, com o objetivo de identificar a origem contemporânea dos veículos elétricos de carga e elaborar um histórico sobre a sua evolução, apontando o tipo de veículo, a operação indicada (coleta, distribuição ou transferência) para este tipo de veículo e em que países, esta prática vem sendo mais explorada.

Posteriormente, pretende-se realizar uma revisão bibliográfica sistemática, a fim de identificar as características dos veículos elétricos de carga, considerando a última década (2005 a 2015). Objetiva-se com esta revisão, identificar as características relacionadas à classe, capacidade, autonomia e consumo. Além disso, pretende-se identificar o custo de aquisição dos veículos para o ano de 2015. Para realização da revisão bibliográfica sistemática, pretende-se elaborar um procedimento especifico para este estudo, que permitirá à obtenção de um resultado consistente, que pode ser replicado e aprimorado quantas vezes forem necessárias. Pretende-se estabelecer um protocolo de pesquisa que permitirá a utilização de artigos científicos, teses, dissertações, livros e relatórios internacionais como fonte de consulta sobre o tema abordado. Além disso, pretende-se utilizar relatórios de empresas que atuam no Brasil, bem como exemplares de revistas brasileiras, tendo em vista que se pretende direcionar este estudo para o mercado brasileiro.

CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL DA MALHA VIÁRIA DE VITÓRIA, UTILIZANDO O SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA, PARA ANÁLISE PRELIMINAR DA MOBILIDADE URBANA VITÓRIA

Alexandre de Souza Bianque, Deborah Valandro de Souza, Levingston Jansen Silvestre Leitão
Instituto Federal do Espírito Santo - IFES

O crescimento populacional e econômico brasileiro das últimas décadas gerou um aumento de fluxo de veículos, cargas e pessoas. Em virtude disso, inúmeros engarrafamentos e grandes índices de lentidão passaram a aparecer ao longo do país. Dessa forma, tornou-se necessária uma ampliação e modernização da infraestrutura viária. Com a expansão da malha viária tornou-se necessária a criação de classificações e hierarquizações das vias de modo a dividi-las de acordo com suas características.

Nessa pesquisa, foi utilizada a classificação funcional segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), publicada no Manual de Projetos de Travessias Urbanas de 2010. Esse divide as vias em expressas primárias, expressas secundárias, arteriais primárias, arteriais secundárias, coletoras e locais.

Por meio da manipulação de dados georreferenciados utilizando o software ArcGis Desktop 10.1 foram construídos mapas contendo a estrutura viária e sua classificação. Desta maneira é possível relacionar a atual situação da mobilidade urbana da capital capixaba e suas zonas de conflito. Conhecendo a realidade do tráfego que perpassa pela cidade todos os dias e usando o mapeamento, torna-se mais fácil identificar a localização das vias que mais carecem de ações para amenização ou solução desse quadro.

Pôde-se notar que as vias arteriais primárias são as principais responsáveis pela entrada e saída do fluxo pelo município. Vitória possui pequena extensão, tem apenas 5 entradas e por isso não apresenta vias expressas. O grande e crescente tráfego oriundo dos municípios limítrofes da capital acaba diariamente saturando vários pontos da estrutura viária. Esses pontos estão diretamente ligados as arteriais primárias. A cidade possui apenas três arteriais secundárias, que não tem servido de alternativa eficaz para o direcionamento do fluxo proveniente das primárias. Também foi possível observar que, serão necessárias alternativas para direcionar o fluxo, isto é, a ampliação e manutenção das arteriais primárias e secundárias e o direcionamento para o interior das comunidades através das vias coletoras.

UM CONTADOR VEICULAR PARA VIAS URBANAS DE BAIXA VELOCIDADE

Diego Roberto de Souza, Miguel Fonseca, Rafael Carlos Bahia, Fabio dos Santos Gonçalves (Orientador), Cíntia Machado de Oliveira
Sistemas de Informação – Centro Universitário Geraldo Di Biase – UGB e PET/COPPE/UFRJ

O aumento no número de automóveis, sobretudo nas cidades, trouxe consigo uma série de impactos negativos, como os congestionamentos, aumento da poluição do ar e sonora e um crescente número de acidentes de trânsito. Com as taxas de viagens diárias aumentando constantemente, torna-se necessário a criação de dispositivos modernos que permitam ao técnico e especialista de transporte determinar de forma precisa o fluxo veicular nas vias e principais interseções, bem como os horários nos quais ocorrem os maiores picos dessas viagens.

Para a identificação do número de viagens, são realizadas contagens do fluxo, que podem ser manuais ou automáticas. A contagem manual depende exclusivamente das pessoas envolvidas no processo de contagem, sendo assim suscetível a diversos tipos de erro. A contagem automática, por sua vez, faz uso de dispositivos elétricos eletrônicos, que possibilitam a verificação do fluxo sem a intervenção humana. Apesar de recomendada, a contagem automatizada tem a desvantagem de necessitar de contadores normalmente importados, não adaptados para nossa realidade e de custo considerável.

O presente trabalho tem a finalidade de desenvolver um contador veicular para vias urbanas, utilizando um dispositivo Arduíno com sensores de ultrassom. Tal dispositivo poderá ser posicionado na lateral de uma via de baixa velocidade, sem a necessidade de intervenções na infraestrutura urbana. Todas as informações coletadas serão armazenadas em um cartão de memória que posteriormente deverá ser lido por uma aplicação computacional que emitirá os relatórios sobre a contagem realizada. No presente estágio da pesquisa o contador consegue contar e realizar a distinção entre veículos de pequeno e grande porte. Várias contagens estão sendo realizadas, em diferentes tipos de vias, com o objetivo de aferir o dispositivo e verificar em quais condições seu uso apresenta os melhores resultados.

DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA EMBARCADO DE COMBATE AO SONO NO TRÂNSITO

Heros Silva Araujo, Iago Pontes de Araujo, Rafael Pereira Andrade, Fábio dos Santos Gonçalves, Cíntia Machado de Oliveira
Sistemas de Informação – Centro Universitário Geraldo Di Biase – UGB e PET/COPPE/UFRJ

Segurança no trânsito é uma preocupação constante na sociedade moderna, principalmente com o número de acidentes e vítimas aumenta a cada ano. Dentre as principais causas de acidente estão fadiga e falta de atenção dos condutores, uma vez que grande parte dos indivíduos não né capaz de julgar seu próprio estado de sonolência e distração. É possível encontrar no mercado várias alternativas que buscam combater o sono na direção, dentre as quais estão os sensores de fadiga implantados em alguns automóveis, como o Golf, da Volkswagen. Apesar da eficiência relativa desses dispositivos, eles estão disponíveis apenas para veículos novos, impedindo que usuários de outros modelos, tanto novos quanto usados, possam se beneficiar de tal tecnologia.

Este trabalho tem como objetivo apresentar um sistema embarcado que aumenta a segurança no ambiente veicular, através do controle de sono, que poderá ser utilizado para vários tipos de veículos. Seu desenvolvimento utiliza uma plataforma livre, tanto de hardware como de software, com uma placa Raspberry Pi, a linguagem Python e a biblioteca OpenCV. A escolha por tais plataformas visa principalmente facilitar o desenvolvimento, bem como reduzir os custos para sua confecção. O sistema proposto tem o objetivo de monitorar a fadiga e a atenção de condutores de veículos. Através desse monitoramento do condutor o sistema deve identificar características faciais de risco, alertando o condutor das situações de risco proveniente dessa distração ou sonolência, reduzindo com isso o risco de colisões.

Atualmente o projeto se encontra em fase de desenvolvimento, sendo testados os algoritmos de detecção facial. Para isso está sendo utilizado um computador, equipado com uma webcam semelhante a câmera que será usada no veículo. Através da biblioteca OpenCV já e possível detectar olhos e boca, até mesmo face completa. Essa detecção é importante para que as características que indiquem a ocorrência da sonolência na face do condutor possam ser identificadas. Dentre os próximos passos estão a melhoria no desempenho do algoritmo, adequação para Raspberry Pi, testes de campo e o desenvolvimento da solução completa.

DESENVOLVIMENTO DE UMA APLICAÇÃO PARA LEVANTAMENTO DO FLUXO VEICULAR ATRAVÉS DE VÍDEOS DE CAMERAS DE SEGURANÇA

Rodrigo Antônio de Araújo, Marcos Valério Figueira, Rayssa Cristina P. G. Barbosa, Fabio dos Santos Gonçalves, Cíntia Machado de Oliveira
Sistemas de Informação – Centro Universitário Geraldo Di Biase – UGB e Programa de Engenharia de Transportes – COPPE/UFRJ

Alguns pesquisadores têm mostrado que as regiões metropolitanas brasileiras enfrentam um grande desafio, conter o aumento dos congestionamentos. Isso indica que a mobilidade urbana deve ser considerada como uma das prioridades dos governantes, sobretudo aqueles do poder municipal. Como parte dessa preocupação, é importante que existam dados sobre o fluxo veicular nessas regiões para que as tomadas de decisões, relativas a esse fluxo, possam ser acertadas e as medidas mitigadoras mais efetivas. O levantamento da informação sobre o fluxo veicular nem sempre é tão simples, uma vez que faltam equipamentos e pessoal para isso. Por outro lado, é possível encontrar em boa parte das médias e grandes cidades brasileiras, um aparato de câmeras de segurança, em várias vias importantes, que poderiam ser utilizadas para o levantamento do fluxo veicular nessas cidades.

Esse trabalho tem o objetivo de desenvolver uma aplicação computacional que poderá ser utilizada para realizar o levantamento do fluxo veicular em vias que contenham o monitoramento de câmeras de vídeo. Através dessa ferramenta o usuário poderá indicar qual o endereço web da câmera que pretende utilizar e definir marcações nas vias as quais deseja que a contagem seja feita. Além disso, será possível ainda a utilização de outras fontes, como um vídeo armazenado em disco e também de uma câmera ligada diretamente ao computador.

No atual estágio do desenvolvimento do projeto, é possível, utilizando um vídeo pré-determinado, que o usuário crie áreas de contagem e faça o levantamento de várias categorias de veículos, o sentido de seu deslocamento e faça a emissão relatórios com vários dados estatísticos, incluindo média de veículos, carregamento da via, entre outros.

DESENVOLVIMENTO DE UMA SOLUÇÃO AUTOMATIZADA DE BAIXO CUSTO PARA O CONTROLE DE ESTACIONAMENTOS

Amanda Manoel, Lucas Castro, Fabio dos Santos Gonçalves, Cíntia Machado de Oliveira
Sistemas de Informação – Centro Universitário Geraldo Di Biase – UGB e Programa de Engenharia de Transportes – COPPE/UFRJ

O trânsito hoje é um dos maiores problemas enfrentados nos centros urbanos, independentemente de seu porte. O crescimento constante do número de automóveis em circulação nas ruas e o tráfego intenso de pedestres apontam diretamente para as questões de controle de vagas em estacionamentos. Estudos recentes indicam que a busca por locais para estacionar tem grande impacto no congestionamento das ruas, uma vez que o motorista divide sua atenção à busca de vagas livres e, consequentemente, o mesmo reduz a velocidade média do veículo, causando lentidão e todo o transtorno nas vias públicas. De acordo com tais estudos, a busca por vagas é responsável por até 34% do trânsito nas metrópoles.

O desenvolvimento de um sistema automatizado eficaz de estacionamentos, que informe objetivamente o número de vagas disponíveis e evite que o motorista perca tempo buscando essas informações, pode ser de grande utilidade nos estacionamentos dos centros urbanos. Assim, Esse trabalho tem como principal objetivo de desenvolver uma solução automatizada e de baixo custo para automatização de estacionamentos. O acesso ao estacionamento será controlado através de uma tag RFID. Com o uso de um leitor apropriado e compatível com essa tecnologia, será feita a leitura dessas tags onde o mesmo só fará a liberação da cancela para o carro passar caso essa leitura seja liberada através da programação feita na memória do microcontrolador (arduino). A solução fará o controle de entrada e saída no estacionamento, informando a todo momento o número de vagas disponíveis. Por ser desenvolvida essencialmente com dispositivos de hardware livre, o custo da solução pode ser razoavelmente baixo, facilitando sua aquisição e instalação.

O uso de tecnologias adequadas em um sistema de estacionamento inteligente pode melhorar o tráfego, que será administrado de forma correta e eficaz, proporcionando uma maior segurança, simplificando a busca de vagas disponíveis, reduzindo assim os congestionamentos nas ruas.

DESENVOLVIMENTO DE UM VEÍCULO DE ABASTECIMENTO ROBÓTICO PARA OS POSTOS DE MONTAGEM EM UMA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA

Vanusa Ferreira, Rafael de Oliveira, Fabio dos Santos Gonçalves, Cíntia Machado de Oliveira
Sistemas de Informação – Centro Universitário Geraldo Di Biase – UGB e Programa de Engenharia de Transportes – COPPE/UFRJ

Para a indústria moderna, é importante o investimento constante pela busca de soluções automatizadas que possam melhorar sua eficiência produtiva. Dentre seus vários processos de produção, o abastecimento é um dos que oferece várias oportunidades de melhoria, sobretudo com o uso de tecnologias. Em algumas indústrias automobilísticas, por exemplo, é possível obter uma relativa redução dos custos com a utilização de dispositivos robóticos. Um exemplo é o da montadora Porche, que utiliza veículos guiados automaticamente (AGV), para abastecer sua linha de montagem.

O presente trabalho pretende contribuir para a melhoria de uma das etapas do processo de abastecimento, desenvolvendo para isso um Veículo de Abastecimento Robótico (VAR), que tem o objetivo de alimentar os postos de montagem, na borda de linha, com os materiais necessários. Esse veículo rebocador utilizará, como orientação para chegar aos postos de montagem, uma faixa pintada no solo, que indicará o trajeto e os pontos de parada. Optou-se pela utilização desse sistema de orientação devido ao seu baixo custo e a facilidade de implantação, uma vez que não necessita de uma obra de infraestrutura para sua adequação, como é o caso das pastilhas magnéticas.

O VAR utilizará uma placa Arduíno para controlar seu funcionamento, juntamente com vários tipos de sensores, dentre os quais estão os sensores de infravermelho, utilizados para identificar faixa que determina o trajeto até o posto de montagem, sensores de ultrassom, utilizados para evitar colisões com outros pessoas, veículos e outros objetos. Além disso, o VAR possuirá uma interface com emissores e receptores de radiofrequência, que possibilitará o controle remoto seu controle remoto, caso seja necessário.

No atual estágio de desenvolvimento do projeto, foi desenvolvido um protótipo em miniatura, através do qual estão sendo implementados e testados todos os algoritmos que controlarão o veículo. Através desse protótipo já é possível verificar como será o funcionamento do VAR em sua versão final. Paralelamente estão sendo definidos as especificações do VAR, como capacidade de peso e velocidade, para que se possa definir quais componentes serão necessários para sua construção, incluindo motores, material da carcaça, entre outros.

REESTRUTURAÇÃO DO SISTEMA DE TRANSPORTE PÚBLICO POR ÔNIBUS MUNICIPAL EM FUNÇÃO DAS OBRAS DO PORTO MARAVILHA E DO VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS (VLT) NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO.

Natália Kozlowski e Carlos Nassi
PET/COPPE/UFRJ

A região central da cidade do Rio de Janeiro está se preparando para receber o Porto Maravilha e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Desde 2013 ocorrem diversas alterações no sistema viário com restrições ao tráfego em geral, consequentemente, as linhas de ônibus que circulam na região portuária e central da cidade sofrem interferência no itinerário e nos pontos de embarque e desembarque.

O período de novembro de 2013 a março de 2015 foi marcado por seis fases de obra, e em cada fase foi necessário um planejamento dos novos itinerários, com alterações de pontos finais e pontos de parada. O objetivo da pesquisa é apresentar o quantitativo de linhas municipais alteradas em cada fase e a reestruturação do sistema de transporte público por ônibus no Centro do Rio de Janeiro.

A metodologia adotada no planejamento das linhas de ônibus municipais consiste em analisar as interdições e a capacidade do sistema viário, e em seguida estudar os novos trajetos das linhas de ônibus, tendo como base a frequência horária de cada linha. Após definido o novo itinerário ou ponto final da linha, inicia a etapa de consolidação das informações pertinentes aos pontos desatendidos ou desativados, novos pontos de ônibus ou pontos atendidos. Todas estas informações são enviadas para a equipe do Porto e do VLT para que os mesmos comuniquem à população sobre as novas mudanças nas linhas de ônibus.

Cada fase foi caracterizada por uma interdição e alteração no sistema viário, e consequentemente, alteração nos itinerários e no atendimento aos usuários do município do Rio de Janeiro. A segunda fase de obras foi caracterizada como a de maior impacto para os usuários do transporte público por ônibus, com 178 linhas municipais alteradas em função do fechamento do elevado da perimetral e do mergulhão da Praça XV. Esta etapa ocorreu em fevereiro de 2014 e o quantitativo de linhas de ônibus alteradas representou 75% do total das linhas que circulam nos bairros Centro, Gamboa e Saúde. A quarta e quinta fase de obras contemplaram a interdição da Av. Rodrigues Alves (fase 4) e a interdição da Av. Rio Branco no sentido Candelária e o fechamento do terminal rodoviário da Misericórdia (fase 5). Com relação às linhas de ônibus, 138 e 121 linhas municipais alteradas respectivamente.

A alteração mais recente foi a inauguração do túnel Rio 450 e a interdição da Av. Rodrigues Alves, na Praça Mauá. Esta fase envolveu o planejamento de 47 linhas de ônibus municipais, com alteração de itinerário, pontos finais e pontos de parada. Consequentemente, estas mudanças afetaram o cotidiano do passageiro de ônibus com destino ao Centro do Rio.
Com a implantação do VLT e a inauguração do Porto Maravilha, o sistema de transportes por ônibus municipal será totalmente diferente do ano de 2013 e o histórico das mudanças nas linhas de ônibus é fundamental para compararmos a rede de transporte público antes e depois das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

AVALIAÇÃO E SIMULAÇÃO DE DESEMPENHO DAS BARCAS DE TRANSPORTE URBANO DE PASSAGEIRO ENTRE RIO DE JANEIRO E NITERÓI

Priscila Novaes Ferreira de Souza, Ilton Curty Leal Junior
UFF

Apesar da importância dos sistemas de transportes na economia, estes vêm sendo ao longo dos anos uma das atividades humanas que mais impactos produziram ao meio ambiente. Um dos desafios inerentes aos transportes é o de aliar o atendimento à necessidade humana de locomoção com a manutenção do meio ambiente, sem comprometer com isso a qualidade de vida da população.
A escolha modal está diretamente relacionada aos resultados econômico-financeiros e socioambientais, uma vez que os modos de transporte, com suas diferentes características, apresentam resultados distintos quanto a esses aspectos.

A ligação de transporte de passageiros entre os municípios do Rio de Janeiro e de Niterói é uma das mais importantes dentro da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, sendo operada tanto pelo sistema aquaviário o quanto pelo rodoviário.

A avaliação de desempenho aplicada ao serviço de transporte é entendida como um conjunto de procedimentos que permite avaliar, analisar e descrever o atendimento a determinados requisitos da movimentação de pessoas e de bens, utilizando critérios predefinidos e visando à melhoria desse serviço.

Para avaliar o desempenho é possível utilizar a simulação computacional, que é entendida como uma técnica numérica para realizar experiências em um computador digital, que envolve determinados tipos de modelos matemáticos e lógicos que descrevem o comportamento de um sistema econômico (ou algum componente do mesmo) durante períodos de tempo.

Dessa forma, o objetivo desta pesquisa é simular o sistema de transporte por barcas entre Rio de Janeiro e Niterói, criando cenários que resultem no desempenho medido por meio de indicadores como: Consumo de energia; Emissões atmosféricas; Tempo médio de viagem (considerando espera e percurso) e Taxa de ocupação das barcas.

Para isto, serão realizadas pesquisas bibliográfica e documental para entendimento conceitual, modelagem do sistema de transporte por barcas e coleta de dados. Assim, será possível a simulação de cenários por meio do software Promodel.
O resultado esperado é a definição do desempenho por meio dos indicadores apresentados, considerando com base o cenário atual e, verificando necessidade, a apresentação de propostas de melhorias para as barcas.

A UTILIZAÇÃO DE TÉCNICAS DE TRAFFIC CALMING EM TRECHOS URBANOS CORTADOS POR RODOVIAS

Fernanda Destro Tonelli, Flávia Gaio Gonzaga, José Alberto Barroso Castanõn e Edgar Ricardo Ferreira
PROAC - UFJF

O presente trabalho apresenta uma pesquisa em fase inicial de desenvolvimento que busca analisar e compreender, por meio de uma discussão teórica, a pertinência e a potencialidade da utilização de medidas moderadoras de tráfego, também denominadas traffic calming, para trechos de rodovias de pista simples e mão dupla, que cortam áreas urbanas.

Entendendo como problemática central a situação de insegurança presente em diversas localidades urbanas que convivem com a presença de rodovias e a sua interferência no cotidiano de funcionamento das cidades, são avaliados diversos fatores com base em estudos nacionais e internacionais preexistentes.

Considerando-se que o objetivo da utilização de medidas moderadoras é a comunicação cognitiva entre o espaço e o motorista, na busca por uma modificação em seu comportamento para uma forma mais segura diante da transição da rodovia para o meio urbano, a contextualização do tema e a clara definição das medidas de traffic calming são apresentadas como soluções potenciais.

ANÁLISE ESPACIAL DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO NAS RODOVIAS FEDERAIS DO ESPÍRITO SANTO UTILIZANDO O SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA

Willian Kéviny Souza Berté, Deborah Valandro de Souza e Levingston Jansen Silvestre Leitão
Instituto Federal do Espírito Santo - IFES

O sistema rodoviário do Espírito Santo, como de todo território brasileiro, é marcado por altos índices de acidentes que poderiam ser evitados com estudos e intervenções viárias. De acordo com o Núcleo de Acidentes da Polícia Rodoviária Federal (2015), ocorreram nas principais rodovias federais do Espírito Santo, no ano de 2014, 7.702 acidentes, na qual, teve-se 4.411 feridos e 276 mortes. Devido a esses índices e falta de estudos neste setor é necessário encontrar metodologias para dar suporte nas pesquisas e amenizar os números. Assim, o objetivo do trabalho é promover a discussão do uso do Sistema de Informação Geográfica (SIG) como ferramenta de apoio no estudo viário e entender as possíveis causas desses acidentes.

Será utilizado softwares do ArcGis XX para georreferenciamento das informações e confecção dos mapas, que servirão de apoio para a análise. Os trechos mais perigosos e problemáticos, definidos pelo alto índice de acidentes, serão georreferenciados e mapeados, assim será possível realizar os estudos necessários para indicar soluções e intervenções a fim de minimizar tais números.

IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DE INFRAESTRUTURA DISPONÍVEL PARA CICLISTAS EM BELÉM-PA

Gabriel José Cabral Dias, Anderson Paulo Santos Pereira, Luciano Batista Santos Braga e Marcus Vinicius G. S. de A. Carvalho
UFPA

O transporte cicloviário é de extrema importância para o desenvolvimento de uma sociedade mais sustentável. Neste sentido é de extrema importância que o governo, em todas as esferas, dê prioridade para a criação e melhoria da infraestrutura necessária para que este tipo de transporte seja seguro e rápido. De acordo com dados do Plano Diretor de Transporte Urbano de Belém-Pa, no ano de 2001 a referida cidade possuía infraestrutura para ciclistas em apenas quatro vias de sua região metropolitana. Contudo, no período de dez anos foram implantadas mais de vinte ciclovias e ciclofaixas na cidade, totalizando 122,954 km de malha cicloviária.

Esta pesquisa tem por finalidade apresentar a atual situação da malha cicloviária da região metropolitana de Belém, principalmente, em relação ao projeto geométrico, a drenagem, a interligação da infraestrutura cicloviária disponível, bem como todos os obstáculos que estão nessas vias e impedem a plena utilização dessas facilidades de forma segura pelos usuários.
A pesquisa consistiu em levantamento de toda a malha cicloviária dessa região e posterior análise de todos os dados. Inicialmente, caracterizou-se a área de estudo bem como a disposição espacial das vias e se as mesmas atendem ao que estava estabelecido no plano diretor de transporte dessa região. Posteriormente foram feitas análises de todos os resultados levantados bem como a verificação de trafegabilidade e as condições de uso da infraestrutura disponível.

A partir da análise de dados foi possível constatar que as ciclovias e ciclofaixas em Belém estão com largura subdimensionada. Além deste problema, ainda é possível identificar nos 122,954 Km de malha cicloviária a presença de várias impedâncias a livre circulação de ciclistas, listadas da seguinte maneira: vinte pontos de lixo, duzentos e cinquenta e um postes, quarenta e um bueiros, oitenta e um pontos de lama, trinta e duas paradas de ônibus e trinta e sete placas comerciais.

PREVISÃO DE DEMANDA DE VIAGENS POR BICICLETAS

Jefferson Ramon Lima Magalhães, Vânia Barcellos Gouvêa Campos (Orientador) e Renata Albergaria de Mello Bandeira (Orientador
IME

O agravamento dos problemas de mobilidade existentes nos principais centros urbanos brasileiros, como resultado do aumento do índice de motorização desses locais e de políticas públicas de estímulo ao transporte individual, exige a necessidade de busca por soluções de transportes que atendam a um perfil que combine baixo custo de implantação, promoção da sustentabilidade no ambiente urbano e aumento da mobilidade individual, especialmente da população de baixo poder aquisitivo. No Brasil, nota-se, a partir da década passada, um crescimento do interesse de gestores públicos municipais em políticas de incentivo ao uso da bicicleta para viagens pendulares, que são refletidas no aumento do volume de investimentos em provisão de infraestrutura para circulação de bicicletas para atender aos requisitos de conforto e segurança dos usuários desse modo de transporte.Por outro lado, os hábitos de caracterizar o perfil desses usuários e monitorar a variação no nível de demanda em resposta à implantação de melhorias favoráveis à circulação de bicicletas ainda não é uma prática rotineira dos órgãos de gestão do transporte e trânsito, embora observa-se um aumento da participação do modal cicloviário na matriz de distribuição modal de viagens no Brasil.Assim, o objetivo desta pesquisa é estabelecer um procedimento metodológico para o desenvolvimento de um método de previsão de demanda pelo modal cicloviário, identificando os fatores que influenciam na tomada de decisão de escolha da bicicleta para viagens pendulares por usuários (e não usuários) desse modal em conjunto com dados de contagens volumétricas realizadas em interseções viárias selecionadas de modo a contemplar um conjunto amplo de tipologias de infraestrutura viária e de usos do solo adjacentes a esses locais. A importância desta pesquisa reside no fato da necessidade de desenvolver ferramentas para gerenciamento contínuo da demanda pelo modal cicloviário em cidades brasileiras, o que possibilitaria a gestores municipais de transporte e trânsito justificar novos investimentos em facilidades para a circulação de bicicletas a partir das características dos usuários desse modal e, dessa forma, contribuir para a promoção da mobilidade sustentável através da construção de cidades mais cicláveis.

Instituições organizadoras:

COPPE
PUC-RIO
IME
UERJ
UFF

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